REDES SOCIAIS: INFORMAÇÃO OU MANIPULAÇÃO?

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Foto: Obvious Lounge
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*Ruy Samuel Espíndolag
Advogado e Professor

Outro texto de minha Mestra Claudia Stanchak, minha professora de português na oitava série (Escola Básica Agar Alves Nunes, Otacílio Costa, 1981).

Texto que nos esclarece sobre tema demais importante na atualidade, escrito esse mês:

“Etc.& Tal

Claudia Stanchak:

Quem participa das redes sociais tem a sensação de estar mais e melhor informado do que

Claudia Stanchak

acontece em todo lugar. A partir daí o sujeito fica mais seguro para opinar e participar de grupos conforme o que captou.

Como saber se são confiáveis as informações e opiniões que pululam nas mídias sociais?

O jornalista americano Farhad Manjoo; do “New York Times”; ficou sem uso das redes sociais por dois meses. No fim da experiência, disse: ”Desativar o alarido de notícias urgentes na máquina que carrego no bolso foi como me desagrilhoar de um monstro que me telefonava sem parar, sempre disposto a interromper meu dia com boletins urgentes de notícias mal apuradas.”

Sua conclusão trouxe luz para o óbvio: o conteúdo de jornais, livros e revistas impressos estão a serviço de quem quer estar mais próximo da informação de boa qualidade. A formação de opinião individual ou coletiva não pode nem deve ser presa de “fake news” – as falsas notícias. Nem pode um indivíduo sentir-se bem informado se busca na facilidade dos “clics” e das “curtidas” as faces da realidade.

Um exemplo real são os vídeos e textos pró e contra a ditadura militar ou chamada revolução militar brasileira que pipocam recheados de meias verdades e muitas omissões nas redes sociais. Em contrapartida, existe uma obra brasileira (série de 5 livros) que disseca a ditadura sem maniqueísmos esquerdistas ou direitistas, do historiador Elio Gaspari. Quem se habilita à leitura de verdade?

A escrita de jornalistas, historiadores e pesquisadores sérios ainda é o caminho mais seguro para a construção do conhecimento.

Parece difícil? A busca pela melhor informação nunca é um caminho fácil!

Há interesse pela verdade nas redes sociais? Pela forma que se agrupam pensamentos em campos de interesse, isolando ou sabotando quem discorda deles, parece que não.

Tido como o “escândalo do século”, a manipulação de dados de 87 milhões de usuários do Facebook, levou o seu criador – Mark Zuckerberg – a se explicar no congresso americano; já que as últimas eleições presidenciais dos EUA foram alteradas por falsas notícias sobre seus principais candidatos, direcionando o voto de muitos eleitores confiantes nas redes sociais.

Quando alguém autoriza coleta de dados pessoais para fazer um teste ( de comportamento, de personalidade, entre outros); automaticamente autoriza que robôs instalados nas redes sociais com nomes fictícios lhe digam como enxergar positivamente ou negativamente esta ou aquela pessoa, ou tema, ou situação, manipulando seu julgamento da realidade.

Quem quer sentir-se manipulado? Deixar-se impressionar por críticas favoráveis ou adversas que levem ao erro de julgamento é uma séria ameaça à democracia diante do uso que candidatos ou partidos políticos possam fazer delas em tempos de eleição.

Buscar autonomia de pensamento e de julgamento da realidade exige que cada pessoa busque informação melhor apurada. É preciso duvidar, investigar, pois já é fato que as notícias falsas são as mais “curtidas” e compartilhadas

É urgente que o diálogo, as discussões saudáveis sejam possíveis, mesmo havendo divergências. O que não pode se encarar como opção é que as opiniões se formem frágeis e isoladas da realidade. Ler, pesquisar, debater, interagir ainda são os caminhos a percorrer. E com certeza isso não é prioridade nas redes sociais!
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Tão falsas quanto bizarras – circularam pelas redes sociais como verdades que ingerir algumas gotinhas de própolis espantariam os mosquitos da dengue e da febre amarela; que o Aquífero Guarani seria vendido à Nestlé e à Coca-Cola; que o presidente Temer teria vetado o carnaval pelos próximos 20 anos e até que uma professora quis passar batom num menino à força!

“Penso que todo aquele que deixa de ler, de trabalhar, de participar dos debates que interessam à sociedade está morto e não sabe.” Glauco Olinger – engenheiro agrônomo, professor e escritor nascido em Lages que revolucionou a agricultura catarinense e a influenciou em nível nacional. Hoje , aos 95 anos, é um grande intelectual, em plena atividade!”

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