Ronaldo ainda não chegou e a Fiat já parou

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A ida do craque português para a Juventus motivou uma disputa trabalhista em Turim. O maior sindicato da Fiat convocou uma greve, em protesto: os trabalhadores estão indignados com esta contratação.

Aproveitando todo o mediatismo à chegada de Cristiano Ronaldo, os trabalhadores da Fiat entenderam que a ida do craque português para a Juventus, também em Turim, constitui uma ótima ocasião para protestarem por melhores condições de trabalho.

Mas o que tem uma coisa a ver com a outra?

O fato de o clube italiano ter como presidente Andrea Agnelli, cujo bisavô (Giovanni Agnelli, 1866-1945) fundou, há mais de um século, a Fabbrica Italiana Automobili Torino, mais conhecida pelas suas iniciais: Fiat.

Como a família Agnelli é dona da Juventus e uma das principais proprietárias da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), detendo 29,19% das ações do grupo automóvel italo-americano, os trabalhadores consideram “inaceitável” que suas condições de trabalho não melhorem, enquanto um dos seus principais acionistas protagoniza uma operação de peso, do ponto de vista financeiro, pagando mais de 100 milhões para integrar “o melhor jogador do mundo” no seu quadro de pagamentos.

Como acontece habitualmente, a Fiat e as restantes marcas do universo FCA vão se adaptando ao mercado, o que pode passar pela reestruturação da produção nas fábricas em função da procura, que pelo congelamento de salários.

É isto que motiva o descontentamento dos trabalhadores e que, conforme a greve convocada, os poderá levar a parar a produção da fábrica da Fiat, em Melfi, entre as 22h00 do dia 15 de Julho (domingo) e as 6h00 de dia 17 (terça-feira).

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