“Essa coisinha estúpida chamada amor”

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Katia Saules
Katia Saules – Atriz, formada em Artes Cênicas, escritora, critica de artes e colaboradora do site Na Pauta Online.
Esta coluna vai ao ar todas as quartas-feiras.

Só o título já induz ao que o autor quer propor, em se tratando de um sentimento universal  tão corriqueiro  e banalmente falado, o amor: “Essa coisinha estúpida chamada amor”, é uma comédia sem pudores porém respeitosa. Pode parecer paradoxal o que disse, mas nesta peça cabe perfeitamente o exagero junto do respeito diante do tema tratado.

O texto da peça é ágil e gera interesse a cada instante, não permitindo que saibamos o que vem a seguir. E isso é muito bom.

Fael Velloso, que também atua no espetáculo, surpreende como autor e compositor, já que as músicas tocadas e cantadas são de sua autoria. Humilde na nova função, o rapaz chega mostrando a que veio. Letra boa, que faz a plateia cantar com ele seu refrão, como se já fora conhecida do grande público. Fael tem o carisma que o personagem pede e um delicioso talento para o improviso, quando necessário.

O grupo de comédia “Quatro é ímpar”- composto por Ana Rosa Nery, Heitor Esteves, Fael Velloso e Yuri Goldenberg, se mostra mais maduro ao apresentar personagens numa história muito bem costurada e não apenas esquetes de humor como sempre fizeram em sua trajetória. Inovaram com bravura, ousadia, coragem e deu certo.

A história se passa num suposto consultório, onde três jovens rapazes com características e vivências bastante distintas se encontram para dividir seus pesares e com isso tentar entender a razão pela qual ali estão. Cada um com seus motivos e justamente movidos por eles, trocam suas experiências mesclando humor e emoção.

Com boa direção de Matheus Brito, que nos permite entender o “vai e vem” intencional, e a difusa cronologia, o único ponto desfavorável é a iluminação, ainda imprecisa, que quase prejudica o andamento da peça.

Figurinos apropriados, cenário básico porém funcional, eles interagem entre si e com a plateia com bom tempo de comédia e um desfecho surpreendente.

Sem dúvida nenhuma, enriquecem e mudam a trajetória do “Quatro é ímpar” com “Essa coisinha NADA estúpida chamada amor”.

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