A difusão de fake news pode comprometer a verdade e também o resultado das urnas

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Imagem: Portal !Yoba
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Elizete Lanzoni Alves
Elizete Lanzoni Alves – Doutora em Direito, Pedagoga e Professora. Membro e Diretora Executiva da Academia Catarinense de Letras Jurídicas – ACALEJ. Membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina – IASC. Pesquisadora, palestrante e colaboradora do site Na Pauta Online.
Esta coluna é atualizada quinzenalmente.

Atualmente as informações são divulgadas de forma muito rápida e sem controle rigoroso de sua origem e veracidade. As redes sociais e o universo da internet são fontes de informações e notícias que revolucionaram a comunicação. É inegável sua utilidade, no entanto, a propagação de notícias falsas tem provocado uma verdadeira “desinformação”.

Os diversos meios de comunicação, dos mais antigos aos mais modernos, como a imprensa, correios, telégrafos, rádio, televisão, a internet e redes sociais, foram e são importantes instrumentos criados, ao longo da história, para facilitar o conhecimento sobre acontecimentos e informações. Porém, nem todas as notícias são verdadeiras e, principalmente, a pressa em ler somente as manchetes, que nem sempre traduzem a dimensão da notícia, tem levado muitas pessoas a divulgarem textos, fotos e outros tipos de “post” com conteúdo inverídico. Sem a leitura de todo o texto para uma avaliação mais profunda sobre o assunto lido, leva à disseminação de falsas informações provocando sérios danos às pessoas e instituições.

As notícias falsas, chamadas fake news, têm sido amplamente disseminadas por pessoas que propositadamente criam tais notícias, pelos desinformados que se preocupam somente com o impacto da manchete e encaminham para os grupos de whatsapp ou, ainda, pelos “fofoqueiros de plantão”.

O tema tomou relevante proporção com a proximidade das eleições. Durante, e mesmo antes do início oficial das campanhas eleitorais, a difusão de fake news pode comprometer a verdade e também o resultado das urnas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem como uma de suas metas para as eleições de 2018 o combate às fake news. Foram firmadas parcerias com partidos políticos, empresas de tecnologia, comunicação, redes sociais como Google e Facebook, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revista (Aner), Associação de Jornais (ANJ), para combater a disseminação de notícias falsas, principalmente as que afetam diretamente o pleito eleitoral.

A Justiça eleitoral disponibiliza um aplicativo, o Pardal, para denúncias eleitorais disponível para as versões Android (Google Play)iOS (Apple Store) e na versão web.

É um aplicativo de uso gratuito e está à disposição dos eleitores para que denunciem infrações durante as campanhas eleitorais em relação ao uso de adesivos, bandeiras, outdoors, material impresso (folhetos, folders, santinhos) e propaganda de rua em geral.

As denúncias sobre Propaganda eleitoral via internet, mídias sociais, horário eleitoral gratuito, jornais, revistas, fake news, crime eleitoral, uso da máquina pública e doações e gastos eleitorais, devem ser encaminhadas ao Ministério Público Federal no endereço de web: http://www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/sac. A Polícia Federal, por meio das Delegacias de Defesa Institucional (DELINST) também recebem notícias relativas à Fake News.

Outros instrumentos de checagem de fake News estão à disposição do eleitor: Facebook (>Denunciar publicação> O que está acontecendo> Essa notícia é falsa), Whatsapp (Menu>Configurações> Ajuda> Fale Conosco), G1 Fato ou Fake (monitoramento de notícias), Truco (projeto de fact-checking da Agência Pública), Lupe (assistente virtual da Agência Lupa no Facebook), Fake ou News (projeto do Canal Futura e Agência Lupa, com apoio do Google).

Caso o eleitor queira aprender a reconhecer uma fake news e o que existe no universo entre a verdade e a mentira, é possível fazer o curso oferecido pelo Vaza Falsiane: https://vazafalsiane.com/, site que combate a desinformação.

Medidas simples que podem combater fake news:

  1. Desconfie de notícias alarmantes.
  2. Leia a matéria completa e não se deixe levar somente pela manchete ou título.
  3. Pesquise se a notícia é verdadeira nos sites especializados em checagem de boatos.
  4. Veja a data, origem, nome do autor da notícia.
  5. Não divulgue notícias sem ter a certeza de que são verdadeiras.
  6. Denuncie a publicação falsa.

As eleições se aproximam e com isso aumenta o número de notícias chamativas, por isso é preciso ter consciência de que notícias falsas distorcem a realidade e influenciam na formação de escolhas por parte dos eleitores.

Combater fake news também é ato de cidadania!

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