Trump corta apoio financeiro à três países da América Central

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O Presidente dos Estados Unidos informou que Washington vai cortar ou reduzir substancialmente as ajudas económicas a três países da América Central.

Trump declarou nesta segunda-feira que Washington vai cortar ou reduzir substancialmente as ajudas economicas a três países da América Central que têm sido ineficazes para parar uma marcha de migrantes em direção à fronteira norte-americana.

“Guatemala, Honduras e El Salvador não conseguiram impedir que as pessoas deixassem o seu país e viessem ilegalmente para os Estados Unidos”, escreveu hoje Donald Trump na rede social Twitter.

Trump concretiza assim as ameaças que lançou na semana passada, dias depois do início de uma movimentação em massa de migrantes das Honduras, já sarcasticamente apelidada como a “Marcha dos Migrantes”.

Nos últimos dez dias, milhares de hondurenhos, incluindo famílias inteiras, têm percorrido a pé, centenas de quilometros para cruzar as fronteiras de vários países da América Central com o objetivo de entrar nos Estados Unidos.

Fugir da miséria, da violência de grupos criminosos organizados nas Honduras e alcançar o sonho americano são as principais motivações destas pessoas.

Trump declarou nesta segunda-feira que entre as pessoas que integram esta caravana de milhares de imigrantes estão criminosos e cidadãos não identificados do Médio Oriente.

Em 2017, os três países mencionados por Trump receberam, em conjunto, dos Estados Unidos fundos superiores a 500 milhões de dólares. Ainda sobre a “Marcha dos Migrantes”, Trump reiterou as críticas ao México, afirmando que as forças de segurança mexicanas se têm revelado incapazes de bloquear a caravana de imigrantes.

“Infelizmente, parece que a polícia e as forças militares do México não conseguem travar a caravana”, postou o chefe de Estado norte-americano em outra mensagem no Twitter.

Trump assegurou ainda que alertou as forças militares e de patrulhamento de fronteiras norte-americanas que o país enfrenta emergência nacional. A Casa Branca não forneceu, até ao momento, mais detalhes sobre esta diligência presidencial.

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