Rebelde sem causa, rebento caçula de Bolsonaro precisa trocar celular por videogame

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Numa situação normal seria apropriado dizer que foi coisa de “aborrescente”, mas não é. Trata-se do filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos, que na falta de videogame em casa desenvolve o hábito de “brincar” com coisa séria no Twitter, enquanto o pai viaja para o exterior. E o que é ainda pior: Carlos faz o que faz diretamente do gabinete presidencial, de onde “despacha”.

*Por Afonso Lopes

Seria só uma coisa boba se o país não estivesse passando por consequências muitíssimo sérias a partir das travessuras que o “garoto” faz. Meados da semana, Carlos Bolsonaro liderou ataques contra o maior aliado do governo no Congresso, o presidente da Câmara Rodrigo Maia. Irritado, Maia chutou o balde, e se anunciou fora das articulações políticas para aprovação da vital reforma da previdência social. A reação nos centros nervosos do país foi imediata.

A Bolsa de valores despencou quase 10 mil pontos após bater recorde na segunda-feira. O dólar fez caminho inverso, e fechou a quase 4 reais. Ao mesmo tempo, nos corredores do Congresso, inúmeras lideranças começaram a acenar que a reforma está no telhado, e que, sem Maia na articulação, dependerá de ações do próprio presidente para voltar para a segurança do piso.

Alguém precisa urgentemente sugerir ao presidente que troque o celular do “rebelde” por um videogame…

*Afonso Lopes é Diretor do Blog afonsolopes.com

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