Presidente, militar… ou contador de estórias?

Foto: Copyright Paramount Pictures Spain
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Roberta Maia Gresta
Roberta Maia Gresta – é Doutora em Direito, eleitoralista, professora e autora do blog “a Fala”e colaboradora do site Na Pauta Online – MG

A forma como Bolsonaro “elabora” questões públicas dá conta de sua limitação cognitiva.

A própria inabilidade política ele compara a fazer xixi na cama com 5 anos; a escolha de ministro é algo que com esforço ele projeta numa relação matrimonial; sua ideia de coalizão não vai além da confiança que como paraquedista sentia em quem está na frente, ou atrás, ou no meio, enfim, em quem “inspeciona eu” – e essas associações vão saindo sem filtro, misturadas a tautologias como dizer que o MEC é importante e tem que funcionar “redondinho”.

Esses três meses desde a posse (não tenho como dizer “três meses de governo”) serviram para mostrar que o presidente não tem como ir além da estultice. Perdido, sem capacidade de associar suas escolhas aos resultados desastrosos, Bolsonaro vive numa fantasia de poder, sem entender porque o seu gozo caprichoso não basta pra deixar todo mundo tão satisfeito quanto ele.

A figura inspiraria piedade. Não fosse o fato de que, para experimentar os pequenos prazeres egoicos no seu mundo imaginário (que é o que lhe importa), Bolsonaro cria incidentes internacionais, respalda retrocessos civilizatórios, luta para impor como oficial uma agenda ideológica que ameaça minorias e desmantela o funcionamento do Estado.

Acho que até mesmo os que concordam com seu discurso já estão percebendo que essas “loucas aventuras” custarão muito às pessoas de carne e osso.

É, assim, como um Forrest Gump do mal.

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