Vereador de Goiânia denuncia que mais de 70 árvores serão derrubadas para construção de terminal provisório

Foto: Divulgação
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Goiânia – As atividades de um terminal de transporte público na capital Goiânia, o Terminal Isidória deverão ser remanejadas para que as obras do Bus Rapid Transit (BRT) possam avançar na cidade. A ideia é que um terminal provisório seja construído no canteiro central da Alameda João Elias da Silva Caldas, localizada a cerca de 1 km do atual Terminal Isidória.

Local onde Terminal Isidória poderá ser instalado provisoriamente / Foto: Divulgação

A medida, segundo o vereador de Goiânia, Paulo Magalhães (PSD), tem desagradado e gerado revolta em moradores e comerciantes locais. Não pela mudança em si, mas pelo impacto ambiental que será causado no ponto em que o terminal tende a ser instalado provisoriamente. Segundo o parlamentar, caso a ideia seja concretizada, “mais de 70 árvores serão derrubadas”.

Em entrevista ao jornal local “Jornal Opção”, Paulo Magalhães, que é representante aguerrido dos moradores do Setor Pedro Ludovico naquela cidade, afirmou que existem outros dois pontos onde o terminal poderia ser implantado “sem a necessidade de se derrubar uma única árvore”. “Durante décadas, essa avenida ficou abandonada e a cerca de 11 anos conseguimos, com recurso próprio, revitalizar e construir os canteiros centrais. É um absurdo destruir esse espaço e, principalmente, sem comunicar a população local”, lamentou.

Segundo o parlamentar, o Isidória poderia funcionar provisoriamente tanto na avenida 4ª Radial, ao lado do Supermercado Barão, quando na Alameda Antônio Martins Borges, ao lado do colégio Dom Abel. “Compreendo a importância do BRT para mobilidade urbana, mas não posso concordar em destruir uma praça, sendo que existem outros locais no setor para abrigar o terminal provisório”, destacou.

“Qualquer um desses dois lugares poderiam atender a demanda. A população está revoltada pois eles irão pegar um lugar que está todo arrumado, passar o maquinário e destruir tudo o que construímos ao longo dos últimos anos. Isso é uma falta de respeito com a população e com o nosso trabalho”, desabafou.

O vereador destacou ainda que está articulando uma reunião com o prefeito da capital, Iris Rezende (MDB) onde irá apresentar outras alternativas para que a mudança seja “menos danosa”. Ele atesta que não houve diálogo sobre os impactos de trânsito e ambiental que a região irá sofrer e que buscará soluções junto ao chefe do Executivo.

Segundo o parlamentar, a reunião ainda não foi confirmada. “O prefeito está cumprindo uma agenda externa. Estou aguardando a confirmação deste encontro, mas continuo insistindo para que ele nos receba”, explicou. Magalhães disse também que as mesmas soluções serão apresentadas durante uma reunião com moradores, comerciantes e representantes da CMTC, prefeitura de Goiânia, Seinfra e empresas ligadas ao consórcio do BRT.

Caso, ainda assim, não haja entendimento, Magalhães irá “exigir um acordo por escrito para que o consórcio do BRT, após terminar a construção do novo terminal, reconstrua e faça benfeitorias nas quatro ilhas da Avenida João Elias”.

*Fonte: Jornal Opção

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