Crise hídrica só é assunto quando os perrengues estão evidentes

Brasília - Alunos da rede pública de ensino do DF realizam atividades de educação ambiental na Escola da Natureza.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Reinaldo Cruz
Reinaldo Da Silva Cruz é jornalista, Bacharel em Administração  e colaboradora do site Na Pauta Online – GO

A falta de cuidado com o Meio Ambiente deve trazer dor, sofrimento e morte pela consequente falta de água potável. A culpa não pode ser atribuída só a ‘São Pedro’

A escassez de água potável no mundo é um problema recorrente porque a humanidade de forma geral só pensa e discute o assunto quando a falta dela chega a níveis preocupantes e perceptível para a população. O que ocorre na África do Sul não é muito diferente do que já viveu o estado de São Paulo a bem pouco tempo, ou Goiânia nos primórdios de 2017, a irregularidade das chuvas ao longo do ano são apontados por especialistas como fruto das agressões ao Meio Ambiente, mas governos irresponsáveis preferem apontar como única causa desta tragédia anunciada apenas a falta de colaboração de São Pedro.

Recentemente Donald Trump, presidente da maior potência do planeta, retirou o segundo país mais poluidor do globo do acordo de Paris. A decisão do mandatário americano não foi seguida por outras nações influentes na ONU, mas a saída enfraqueceu as decisões da COP-21. Os Estados Unidos na visão de Trump deve visar apenas o progresso do império enquanto o mundo precisa se preocupar com as constantes alterações no clima da Terra.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, corrobora do mesmo pensamento de que cuidar do Meio Ambiente, preservar as florestas e preservar os mananciais de água doce é desnecessário e o que importa ao país é apenas gerar riquezas, mesmo que isso resulte na falta de água potável para a subsistência da humanidade. O clima parece estar cada vez mais ficando maluco com calor insuportável em algumas regiões e frio exagerado em outras.

São Paulo sempre está em voga no noticiário por conta do nível de água no sistema Cantareira, assim como em Goiás a preocupação nos faz ter uma atenção com o sistema Meia Ponte que são termômetros da abundância ou escassez do líquido sagrado para nossas vidas durante todo o ano, a água geralmente é menosprezada pela maioria de nós que desperdiçamos, poluímos e não nos preocupamos em tratar de forma adequada a natureza. O desperdício só é combatido quando já vivenciamos alguma situação de falta de água. Atenção que na maior parte do tempo não dispensamos para cuidar dos nossos rios, ribeirões e córregos, mas nos lembramos de cobrar dos outros e dos governos quando a situação atinge situações quase insustentável.

Ao sentirmos falta, a primeira reação é culpar os céus pela irregularidade das chuvas, sem notar ou reconhecer que somos nós mesmos os principais responsáveis pelos perrengues e desequilíbrios provocados pela natureza, o descaso geral, poderá resultar em pouco tempo na mais assustadora falta de água no planeta Terra. O uso racional da água é um dever de todos, a sua falta pode trazer consequências desastrosas e impactantes principalmente para as regiões metropolitanas que concentram um número maior de pessoas. A Cidade do Cabo na África do Sul pode se tornar a primeira grande cidade do mundo a ficar completamente sem água em breve, água por lá anda tão escassa como no sertão nordestino brasileiro.

Em Goiás, além da preocupação natural com os mananciais, a população ainda vive as voltas com a corrupção na Companhia de Saneamento, as suspeitas de desvios financeiros são elementos que explicam a falta de investimentos pontuais para preservar o Meio Ambiente e realizar obras que minimizem as agruras da população em época de seca. Precisamos estar sempre vigilantes quanto as políticas públicas que atendam a preservação da natureza, observando as demandas cada vez maiores do agronegócio, afinal de contas a pecuária e a agricultura são os pilares do nosso Produto Interno Bruto.

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