Governo Bolsonaro: entre a realidade e a expectativa não há espaço para a decepção. Só constatação

O presidente Jair Bolsonaro toma café da manhã com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tofolli, senadoras e deputadas Federais.(Antonio Cruz-Agência Brasil)
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Reinaldo Cruz
Reinaldo Da Silva Cruz é jornalista, Bacharel em Administração  e colaboradora do site Na Pauta Online – GO

Apesar que possa parecer, não dá para dizer que tenha no Brasil alguém que esteja decepcionado de fato com o Governo de Jair Bolsonaro. Quem não votou no Mito sabia o que poderia acontecer no Brasil da Nova Era. Quem votou nele, não escondeu de ninguém antes, durante e depois da campanha eleitoral que o fez para evitar a volta da esquerda, o PT especificamente, ao poder.

            Sendo assim, não há que se falar jamais que acreditavam na capacidade dele ou que esperavam algo diferente daquilo que temos visto em todas as áreas do Governo Federal, ou seja, nada além do aprofundamento da crise que pode levar a mais perda de direitos pelos trabalhadores antes de desembocarmos para uma recessão profunda. Ao contrário do que diziam os apoiadores de Jair Bolsonaro, agora sim corremos o risco de ver o Brasil se transformar numa Venezuela, sem planejamento algum, sem emprego e com a perspectiva de crescimento cada vez menor.

            Isto porque a mediocridade do Capitão no meio político nunca foi segredo para ninguém, e assim como seus preconceitos com as minorias, essa mediocridade exposta em 27 anos como Deputado Federal falava por si só, bem antes do então candidato do PSL ascender à Presidência da República. O mundo inteiro tinha conhecimento e receio destes fatos, isso impede cravar que exista ou vá existir decepção de nenhum dos lados.

            O que é entendido como desmonte da Educação, seja por corte ou contingenciamento de verbas, é um grande problema para os mais pobres do país, mas se analisarmos com lupa e bom senso, podemos auferir que enfraquecer as Universidades Públicas é no curto prazo um problema ainda maior para os brasileiros mais abastados, cuja a capacidade de investir na educação dos filhos desde o ensino básico tem como objetivo principal prepará-los para que um dia eles consigam ingressar no ensino superior, preferencialmente com a chancela de uma Universidade Pública. Mas nem só os ricos seriam os mais prejudicados, e sim a nação como um todo.

            O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na Câmara dos Deputados que esse governo não é responsável pelo fracasso da educação no país. Por sua vez, Jair Bolsonaro afirmou que os estudantes não sabem dizer qual é a fórmula da água ou responder quanto é 7×8. Ambos não deixam de ter alguma razão em suas declarações, mas tanto o ministro quanto o Presidente da República não podem jamais querer se isentar das responsabilidades para as quais os brasileiros esperam soluções e não que eles promovessem a precarização daquilo, que como eles mesmos colocaram, já está muito aquém do esperado. Só os integrantes do governo Bolsonaro acreditam que o Brasil vai sair da crise e voltar a crescer sem respeitar e investir em educação.

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