Cinco adolescentes detidos pelas agressões a casal de mulheres que recusou beijar-se

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A polícia britânica confirmou a detenção de cinco adolescentes, com idades entre os 15 e os 18 anos, horas depois de Melania Geymonat e Chris terem sido agredidas.

 

Cinco adolescentes, com idades entre os 15 e os 18 anos, foram detidos na sequência da brutal agressão de que foram alvo Melania Geymonat e Chris por se terem recusado a beijar-se à força.

O casal seguia num autocarro noturno que seguia em direção a Camden Town, em Londres, quando se deu a agressão. As mulheres foram surpreendidas por quatro homens que se dirigiram diretamente a elas. O que aconteceu a seguir, foi um “um ataque machista, misógino e homofóbico“, nas palavras de Melania.

“Começaram a comportar-se como hooligans, exigiam que nos beijássemos para que se divertissem a ver, chamaram-nos lésbicas e descreveram posições sexuais”, contou a mulher de 28 anos, numa publicação que fez no Facebook a explicar a situação, acrescentando que o casal se recusou a beijar em frente ao grupo.

Melania explicou que, “para acalmar os ânimos”, começou a fazer piadas. “Pensei que talvez isto os afastasse”, comentou, sublinhando ainda que os quatro rapazes continuavam a assediar o casal “e estavam cada vez mais entusiasmados”. A jovem lembra-se de “Chris no meio do autocarro a lutar contra eles”, com a cara ensanguentada. A última coisa de que Melania se lembra é de “levar um murro”.

Fiquei tonta ao ver o meu sangue e caí para trás. Não me lembro se perdi ou não a consciência”, relata.

Mas o relato não fica por aqui. “De repente, o autocarro parou, a polícia estava lá e eu estava a sangrar. As nossas coisas também foram roubadas. Ainda não sei se o meu nariz está partido e ainda não fui capaz de regressar ao trabalho”, confessou ainda a jovem.

As duas mulheres foram encaminhadas para o hospital e, por volta das 17h00 de sexta-feira, a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) confirmava que já tinha feito as primeiras detenções, embora continuassem em curso as investigações.

Fonte: Observador

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