Presidente da OAB-GO, dá mau exemplo e inaugura prédio da CASAG infringindo a Lei

Em mais uma trapalhada, OAB solta foguetes descumprindo Lei Municipal - Foto reprodução Jornal Hora Extra
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O presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de Paiva, que tem mandado whatsapp para conselheiros e políticos “pedindo favores pessoais”, tem se metido em mais trapalhadas. Dia 28, inaugurou uma mega construção da nova sede da CASAG, adquirida com recursos da OAB, denominado como “Shopping do Advogado” regada a muita bebida, show e muito foguete: tudo pago com o dinheiro do advogado.

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Goiânia (GO) – Ocorre que de iniciativa dos vereadores Andrey Azeredo (MDB) e  Zander Fábio (Patri) a Câmara aprovou em 31/10/18, o projeto de lei Complementar que revoga o parágrafo do artigo 53 do Código de Posturas do Município e cria o artigo 59-A com o objetivo de proibir, em recintos abertos ou fechados, em áreas públicas ou locais privados, a utilização de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos no município de Goiânia. A Câmara derrubou o veto do prefeito. E, pelo que se sabe, a norma permanece.

A gafe contrariou as próprias comissões da OAB, e deu repercussão moral negativa, já que a OAB se posicionou a favor da proteção animal, e, no acompanhamento da Lei, manteve-se a favor.

Defensor da legalidade e da economicidade, Lúcio Flávio tem esbanjado o dinheiro da OAB com bebidas, salgados e shows, onde jornalistas e blogueiros são convidados em detrimento de advogados.

Segundo o advogado, Waldemir Malaquias da Silva, vários advogados ligaram na CASAG a pedido do convite da inauguração e receberam a informação que “os convites estavam esgotados, e o evento era só para a diretoria, conselheiros e convidados”.

Malaquias questiona, ainda, os gastos excessivos na compra do terreno, à época, sem aprovação do Conselho e o conhecimento da diretoria da CASAG, bem como o custo da obra e a escolha da empresa executora.

O advogado Bruno Aurélio Penna, em recente discurso, lembrou que Lúcio Flávio sempre criticou as obras da OAB, e disse que nenhum tijolo a mais seria construído, que a OAB “era cheio de elefantes brancos”. “Hoje temos obras sem motivação, e o advogado continua desvalorizado e no balcão”, aponta Malaquias, que é advogado criminalista, professor e ex-Conselheiro da OAB.

Seria mais transparente apresentar um telão com a prestação de contas da obra, que os gastos com foguete.

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