Precisamos parar os relógios da violência

Relógios da Violência - Foto: Reprodução

Caroline Santana
Caroline Santana é Jornalista especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing e Colaborador do site Na Pauta Online – Goiás

Você sabia que a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil? Os relógios que deveriam guardar lembranças boas vividas na infância, marcar momentos de encontro, parar para amar alguém até o infinito registram além de números, a impunidade e agressão.

Até o momento de escrita do artigo foram contabilizadas 23.183 mulheres que já foram agredidas física ou verbalmente somente no dia 31 de julho. Conheça-o: https://www.relogiosdaviolencia.com.br/#

Está mais do que na hora de parar. A prevenção e o combate à violência começa com a informação. Os relógios identificam cinco tipos de violência que são a física (entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher, a psicológica (considerada como aquela que cause dano emocional e diminuição da autoestima, prejudique ou perturbe o pleno desenvolvimento da mulher, ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças ou decisões), a sexual (trata-se de qualquer conduta que constranja a presenciar, manter ou participar de relação sexual mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força), a patrimonial (qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, inclusive os destinados a satisfazer suas necessidades) e a moral (que configure calúnia, difamação ou injúria).

No próximo sábado 3 de agosto, das 10h às 18h, acontecerá no Museu de Arte de São Paulo – Masp, um Encontro com Professores, na discussão de “Por que precisamos falar sobre a violência contra a mulher?”. O evento terá palestras matinais e conferência de tarde, e é voltado para professores, educadores e interessados em geral. Para mim, ele deveria ser estendido para todo o País por se tratar de mais um combate a este tipo de crime considerando todo os tipos de abordagens e dimensões.

Enquanto os relógios não param, em Goiânia, a Casa da Mãe Sozinha Anália Franco – CEVAM, tem como objetivo a implantação de programas e ações preventivas, na mobilização de mulheres em uma frente contra a violência. Também temos a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher – DEAM, na região Central. Para entrar em contato, seguem os números e e-mail: (62) 3201-2801/2802/2807; deam-goiania@policiacivil.go.gov.br. Outra Delegacia Especializada encontra-se na região Noroeste. A delegada responsável é Cássia Costa Sertão e os contatos são: (62) 3201-6344/3201-6332; 2deam-goiania@policiacivil.go.gov.br. Além da Central de Atendimento à Mulher que é o 180, que é uma ligação gratuita e confidencial. O número registra denúncias de violações contra mulheres, a fim de encaminhá-las aos órgãos competentes.

Que os novos relógios sejam para contar as horas tranquilas que passamos com os filhos, família, amigos, valorizando a mulher e a incluindo sempre no desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Brasil.