Não podemos ser ricos de ignorância

Foto reprodução - ISTOÉ Independente
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Caroline Santana
Caroline Santana é Jornalista especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing e Colaborador do site Na Pauta Online – Goiás

As manifestações em todo o Brasil contra os cortes na educação não são bandeiras de apenas estudantes e professores. É um alerta urgente para quem não quer/deseja ser rico de ignorância.

Ouvi no 8º Congresso Estadual dos Jornalistas de Goiás, que aconteceu no último fim de semana, um desabafo do reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil sobre o orçamento insuficiente para o segundo semestre da instituição, a falta de recursos e os atrasos nos pagamentos que virão.

Isso porque fiz um recorte da lamentável situação a qual nos encontramos. Fui estudante do Mestrado e sei bem como é obter uma bolsa de estudos e dar conta de todos os gastos que temos ao longo da rotina exaustiva de estudos, dedicação e retorno de tudo que está pesquisando. Se falta dinheiro para o pagamento de uma conta de água, luz, internet em nossas casas já ficamos preocupados porque elas são questões fixas e mensais, imaginem para uma Universidade que possui muitos gastos para sua sobrevivência?

Diante daquele relato, o que me resta é tentar fazer com que reflitamos e passemos de julgadores ou vítimas para determinantes para uma ação. Antes os ataques chegavam para as instituições. Hoje, eles são definidos individualmente. Se largarmos as mãos uns dos outros não avançaremos muito. Se uma mãe ou um pai de família que estejam desempregados se preocupam com o sustento de seus filhos, a ideia é que todos nós fiquemos assim como a sobrevivência de locais que prezam pelo ensino e produções intelectuais.

Segundo informações da UFG, ela possui 79 programas de pós-graduação Stricto sensu, que são distribuídos em três regionais no Estado. Os programas estão localizados em Goiânia, Catalão e Jataí. Para que os debates surjam, as pesquisas continuem, é preciso manter o ensino que é fundamental para sairmos de uma possibilidade de ignorância e cresçamos enquanto nação. Em apenas oito meses deste ano consta que é a terceira mobilização a nível nacional contra o corte de verbas.

O protesto é legítimo. Ficar indignado (a) também. Porque todos nós sofremos assim como cantava Cazuza “Eh, meus inimigos estão no poder…”. E ainda volto a repetir com outra canção dele: “Brasil! Mostra tua cara/Quero ver quem paga/Pra gente ficar assim…

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