Brexit: um milhão de moedas derretidas

As moedas comemorativas do Brexit encomendadas pelo governo liderado por Boris Johnson terão de ser derretidas devido ao adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia para janeiro de 2020, avançou a BBC.

O Reino Unido tem como tradição cunhar moedas de 50 pences em celebração de conquistas nacionais que vão desde as Olimpíadas de Londres de 2012 até as obras da escritora de literatura infantil Beatrix Potter, escreve o Cinco Dias.

Para celebrar o Brexit, a Casa Real da Moeda (Royal Mint) foi convidada a produzir novas moedas com a data programada para a saída do Reino Unido da União Europeia, que estava prevista para o final do mês de outubro — prazo em relação ao qual o Boris Johnson não queria ceder — sendo essa a data cunhada nas moedas.

No entanto, o primeiro-ministro foi obrigado a solicitar uma prorrogação da saída após o Parlamento não ter aceite o acordo sobre o Brexit. Boris Johnson aceitou formalmente a oferta de prorrogação até 31 de janeiro de 2020, o que significou que a saída não se realizou no dia 31 de outubro, apesar da promessa que ele fez repetidamente durante a campanha.

Segundo a BBC, estavam a ser cunhadas até 10 milhões de novas moedas, tendo como prazo o dia de Halloween — um projeto defendido pelo chanceler (ministro das Finanças) Sajid Javid desde que assumiu o cargo em julho, que declarou que as moedas deveriam apresentar uma mensagem de “Paz, prosperidade e amizade com todas as nações”. No entanto, o número exato de moedas que terão de ser recicladas não é conhecido, tendo um porta-voz da Casa da Moeda, segundo o Cinco Dias, afirmado que foram cunhadas cerca de um milhão de moedas. O mesmo porta-voz não quis revelar os custos de produção e de destruição das moedas, que será suportado pelo dinheiro dos contribuintes.

Um porta-voz do Tesouro afirmou à BBC que ainda será produzida uma moeda que marque o Brexit, acrescentando que entrará em circulação depois de o Reino Unido deixar a União Europeia.

Fonte: BBC/ Cinco Dias/ Observer