Inovação política: o que vale mesmo é o pensamento novo

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Elizete Lanzoni Alves
Elizete Lanzoni Alves – Doutora em Direito, Pedagoga e Professora. Membro e Diretora Executiva da Academia Catarinense de Letras Jurídicas – ACALEJ. Membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina – IASC. Pesquisadora, palestrante e colaboradora do site Na Pauta Online.

O eleitor já não aguenta mais a política como está!

Isso é o que se ouve o tempo todo nas ruas, nas redes sociais, nos programas de televisão, nos jornais, na hora do almoço e do jantar.

Se não está como o eleitor quer e deseja de quem é a responsabilidade senão a dele mesmo?

Sim, os eleitores, enquanto integrantes da sociedade são os “empregadores” dos políticos que aí estão e não adianta reclamar, espernear, xingar ou criticar pelo serviço público mal prestado.

É necessário agir principalmente no momento da escolha dos candidatos.

Os eleitores querem e a política precisa de inovação e isso atinge não somente os candidatos, mas, também os eleitores.

A escolha no momento da eleição é um processo decisório difícil, principalmente, em um momento político em que as opções parecem ser escassas.

Vale a pena pesquisar para saber quem é a candidata ou candidato, o que ela ou ele faz ou fez do ponto de vista profissional, sua formação, aptidões, seu comportamento social, o seu plano de governo e de ação, para avaliar se realmente representará bem o eleitor.

Na busca de uma política inovadora, diferente e que possa contribuir para a mudança do que aí está, é preciso escolher bem quem ocupará os espaços no Poder Executivo e Legislativo.

A nova política exige não somente candidatas e candidatos diferentes, mas, também um eleitor diferente. Um eleitor que se interesse em avaliar bem antes de escolher a quem dará o seu voto.

A inovação não está somente nas “caras” novas que se apresentam no momento eleitoral.

Muitos candidatos, que pela primeira vez enfrentam uma eleição, pautam sua conduta na “velha política” do “toma lá dá cá”, na compra do voto, troca de favores e isso de inovação não tem nada, pois, apenas reproduzem o que aí está.

A verdadeira inovação política está na ética, na transparência, no diálogo sincero com os eleitores, na adoção de novas práticas que estimulam a efetiva participação do cidadão, na apresentação de projetos, ideias e planos de governo que sejam viáveis, úteis e necessários à sociedade como um todo.

As conexões políticas no Brasil se formam, sofrem influencias e agem na composição dos poderes (Executivo, legislativo e judiciário), refletindo forte nos serviços públicos e na vida de todos, por isso a importância da boa escolha.

Estamos em um momento de transição entre a democracia meramente representativa e a democracia efetivamente participativa, onde a informação é o incentivo para que o cidadão queira se interessar pelas questões de sua cidade, de seu Estado e de seu país.

O contato do cidadão com a candidata ou candidato é muito importante tanto para que se conheçam as necessidades, os anseios e as expectativas da sociedade como também para que se possa construir os planos de governo e a divulgação das bandeiras pelas quais lutará a candidata ou o candidato quando eleito.

A nova política exige da administração pública uma postura voltada ao exercício da cidadania ética, comprometida com a qualidade do serviço público, com as necessidades e utilidades sociais.

As organizações públicas podem ser consideradas como parte integrante do processo político e a perspectiva da política pública confirma que os membros das organizações públicas exercem papel importante na formulação de políticas, por isso, a inovação política não está somente em nomes que nunca estiveram no cenário político eleitoral, o que vale mesmo é o pensamento e o comportamento novo!

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