Empoderamento feminino: rumo certo para a emancipação e autoconfiança

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Elizete Lanzoni Alves
Elizete Lanzoni Alves – Doutora em Direito, Pedagoga e Professora. Membro e Diretora Executiva da Academia Catarinense de Letras Jurídicas – ACALEJ. Membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina – IASC. Pesquisadora, palestrante e colaboradora do site Na Pauta Online – SC.
Esta coluna é atualizada quinzenalmente.

O mês de março sempre é marcado por inúmeros eventos e homenagens às mulheres, em razão do dia 8 em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Não é bem uma comemoração porque, na realidade, se rememora um fato que ocorreu com as mulheres empregadas em indústrias têxteis, nos Estados Unidos, que protagonizaram um protesto por melhores condições de trabalho naquela data, culminando com um incêndio, de origem duvidosa, na fábrica Triangle Shirtwaist que resultou em 146 mortes.

O lamentável episódio, no entanto, provocou ao longo dos anos muitos outros protestos pela igualdade de direitos, superação do machismo, combate à violência e etc.

Lutas são travadas diariamente pelas mulheres que buscam o reconhecimento social que a legislação já concedeu, afinal, diz a Constituição Federal/88 em seu artigo 5°, inciso I que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

Ao lutarem por igualdade de direitos, condições e oportunidades as mulheres se posicionam e empreendem nos campos: social, político e econômico, participando ativamente de debates públicos, discussões e tomadas de decisões, importantes para o futuro da sociedade. É a partir da conquista de espaços e maior participação que a mulher sai da invisibilidade para empoderar-se socialmente.

O empoderamento feminino é expressão que denota um certo “modismo” e mesmo em alta, ainda há resistência à compreensão de seu verdadeiro significado que é o fortalecimento de uma parcela da sociedade que vivencia um descompasso entre sua dimensão quantitativa – já que as mulheres representam mais de 50% da população mundial – e sua expressão de cidadania e participação social em condições de igualdade com os homens.

Empoderar a mulher é dar a ela condições de crescimento pessoal, social e profissional reconhecendo a igualdade intelectual em relação aos homens.

As inegáveis diferenças biológicas entre homens e mulheres não pressupõem qualquer outra diferença capaz de representar redução da capacidade da mulher em qualquer campo de atuação. Pelo contrário, as diferenças biológicas podem convergir para o sucesso do empreendimento familiar, empresarial, institucional ou qualquer outra relação pessoal ou profissional entre as pessoas.

A relevância do tema provocou a manifestação da ONU Mulheres que, em 2010, criou um documento com 7 princípios básicos de empoderamento feminino no âmbito profissional e social (fonte: www.onumulheres.org.br):

  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

O empoderamento feminino só se estabelece a partir da consciência coletiva, da sororidade, da ajuda mútua, da união das mulheres para o fortalecimento da igualdade de todas, porque a contribuição da mulher é essencial para a melhoria do mundo, tanto no aspecto humano como na política, na economia, na ciência e na sustentabilidade.

Não se trata de um movimento social. É a ação de dar poder à mulher para que ela reconheça em si e nas outras mulheres valores, capacidade e condições necessárias para sua emancipação e autoconfiança.

Portanto, promover o empoderamento das mulheres é um ato de cidadania!

 

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