“Parem de Falar Mal da Rotina”

Foto divulgação

Um sucesso escandaloso! São 17 anos de sucesso! Mais de 10 milhões de espectadores! Números expressivos! Algo totalmente fora da rotina de qualquer peça em cartaz! Uma feliz surpresa! Um espetáculo nada convencional!

Não se conta uma história ali, se fala da vida e de como a encaramos, diariamente… fala da rotina sem ser pejorativo, fala do trivial com requinte. Fala do simples com tanta nobreza que termina por enriquecer nossa alma.

“Parem de Falar Mal da Rotina”, é um ode à vida, é uma visão diferenciada da nossa existência. É a maneira com que ELISA LUCINDA, atriz, roteirista e diretora da peça consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres que nós mesmos nos impomos.

Uma peça que vi 13 vezes, algo tão inédito e surpreendente que até hoje me emociona. Que sacada! Que mente brilhante tem essa moça que descreve com tanta delicadeza os detalhes do dia a dia, de uma vida que é sempre recheada de detalhes.

Falar daquele óbvio que não vemos, nos faz sair do lugar comum, nos faz levantar do sofá, nos faz ver nossa rotina como algo que nunca vimos antes. Uma peça de VALOR, que ensina a dar valor ao que de fato tem valor: Nosso TEMPO.

Como administramos nossas tristezas, nossas aflições e agonias… Como lidamos com os ‘nãos’, como somos diferentes do acordar ao dormir… Como tratamos as pessoas, como reagimos aos fatos…enfim.

Com interação quase que direta com a plateia, de forma leve, divertida e objetiva, a reação do público, nas diversas vezes que presenciei foi de afeto, emoção, risos e lágrimas. Total identificação!

“Eu te amo e suas estreias” e “A fúria da Beleza” são minhas passagens preferidas. Elisa é muito boa na arte de entreter e convencer. Faz tão bom uso das palavras que nem ‘recita’ seus poemas…ela apenas nos conta, fala, suave, natural, de forma envolvente, que toca até os menos sensíveis, profundamente.

Uma peça longa, mas que poderia durar mais, de tão deliciosa… onde passamos a observar nossa vida por outra perspectiva, assim percebemos que “a rotina” nada mais é do que um personagem fictício que criamos, e que nós por sermos os sujeitos na ação, temos o poder da mudança, somos os diretores, atores, produtores e protagonistas das nossas próprias vidas.

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Katia Saules pela belíssima Coluna!! Vc deixa a gente sempre por dentro dos últimos acontecimentos, lançamentos, enfim tudo que é ligado a Cultura é sempre bem vindo…

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