Sororidade: uma frequência feminina

Não basta só buscar os chacras alinhados, meditar sempre quando necessário, buscar paz e equilíbrio. Uma frequência fraterna se baseia em ninguém soltar a mão de ninguém, principalmente em se tratando da solidariedade entre as mulheres. O objetivo é quebrar o mito da rivalidade. A designer gráfico, Nauália Gabrielle Amaral Teixeira acredita que ser fraterna com outra mulher é ter empatia, sororidade. “É tratar como gostaria de ser tratada, como se fosse uma irmã a quem muito ama,” frisa. 

Em tempos de Carnaval com campanhas de “Não é Não”, onde a cada 2 segundos de acordo com o Relógios da Violência, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil, assédios às mulheres em diversas ocasiões e locais, mulheres unidas contribuem mais com a sociedade que só tem a ganhar. E para mim, nem deveríamos alertar sobre essas coisas porque respeito é sempre bom e cabe em qualquer lugar. Para Nauália, apoiar uma mulher é ser gentil, empática, atenta para ver se pode ser útil. “É importante divulgar o trabalho das mulheres. Para estabelecer uma rede de apoio é necessário ter atitudes, participar de reuniões, se manifestar nas redes sociais e estar presente em palestras,” esclarece.

Sobre quebrar preconceitos e estigmas enraizados em uma sociedade machista, a designer afirma que através de rodas de conversas, vídeos e atitudes conseguiremos avançar. A letrista e confeiteira, Fabrícia Santana dos Reis Freitas explica que ser fraterna com outra mulher é experimentar a sensação de irmandade. “As pessoas não precisam ser irmãs de sangue. Ela tem que ter a  noção de que uma irmã ajuda a outra em vista de qualquer dificuldade,” explica. Segundo ela, apoiar outra mulher é algo independente de qualquer situação de fragilidade, de sociedade, de espiritualidade. “É apoiar em todos os sentidos, seja independente de financeiro, religião, social,” disse.

Para ela, essa nova geração precisa ser de uma sociedade integrada entre homens e mulheres. “É possível sim quebrar o machismo patriarcal ensinando essa nova geração que está vindo, de pré-adolescentes, tanto meninas quanto meninos, e ensinarmos a todos a construir uma sociedade justa e integrada,” ressalta. Muitas mulheres sofrem assédio diariamente e existem questionamentos a respeito de sua fala ou denúncia. Questionada sobre como esclarecer isso, a letrista enfatiza sobre a psicoeducação sobre toda essa nova geração instituindo que a mulher fala sim a verdade e algo está acontecendo com ela. Para se alcançar a sororidade no dia a dia é preciso desmistificar mitos colocando a verdade como primordial dentro de qualquer relação. Foi imposto um mito de rivalidade entre as mulheres, e quem nunca ouviu falar que uma mulher se arruma para outra? O amor próprio precisa existir em primeiro lugar e a consequência é de cuidado consigo mesma. Se vai gerar impacto com sua beleza é outra história, mas jamais de inimizades ou rivalidades entre outras pessoas.

Fabrícia explica que as mulheres só vão parar de enxergar as outras como rivais quando entenderem que cada uma têm um tipo de contribuição para a sociedade. “Cada mulher precisa evoluir no seu ponto de vista, ajudando da sua maneira, não importando se é uma executiva ou doceira. Com isso a rivalidade não existirá,” conta. 

Estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres em qualquer circunstância, de acordo com a letrista, é compreender que cada um tem um papel importantíssimo na sociedade em geral. “Podemos montar uma rede de apoio entre nós mulheres oferecendo serviços, compreensão e entendimento especializado de que qualquer mulher, exemplo, está apta a fazer qualquer trabalho que um homem pode fazer. Daremos prioridade às mulheres, auxiliando sempre,” destaca.

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