“Portas abertas para a inclusão” é opção de curso a distância gratuito e autoinstrucional do Instituto Rodrigo Mendes e UNICEF, para educadores e interessados em educação inclusiva

Foto: Leonne Sa Fortes

Com 40 horas de duração, pode ser feito conforme o tempo disponível do participante

O Instituto Rodrigo Mendes (IRM) oferece gratuitamente, em parceria com o UNICEF e a Barça Foundation, o curso Portas abertas para a inclusão na modalidade de educação a distância (EAD). Autoinstrucional (não requer presença física nas aulas), é acessível, com recursos de Língua brasileira de sinais (Libras), legendas e audiodescrição. Para se inscrever como cursista, basta acessar portasabertasparainclusao.org

Os sete módulos que compõe o Portas abertas EAD podem ser cursados conforme o tempo disponível de cada participante. Com 40 horas de duração total, eles abordam diversos temas da inclusão escolar no Brasil: histórico e legislação, acessibilidades, práticas inclusivas e conceitos de educação física inclusiva. Os conteúdos são independentes e cada cursista pode decidir em que ordem abordá-los e quanto tempo se dedicará a concluir todos eles, com exceção do módulo “Projetos”, que deve ser o último. As aulas do Portas abertas para a inclusão são compostas por vídeos, textos e videoaulas que articulam teoria e prática sobre educação inclusiva. Cumpridas todas as etapas, o IRM emite um atestado de participação.

“Com a versão EAD, o objetivo do Instituto é chegar a todos os municípios brasileiros. Temos evidências sólidas de que a Educação Física, quando trabalhada de maneira inclusiva, transforma a vida da escola, dos professores e, mais importante, dos estudantes, na medida em que amplia muito suas possibilidades de futuro”, diz Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do Instituto.

O curso está disponível desde setembro de 2018 na internet, e mais de 54 mil pessoas já se inscreveram para participar.

SERVIÇO:

Curso Portas abertas para a inclusão modalidade EAD

Gratuito, com emissão de atestado para concluintes
40 horas
portasabertasparainclusao.org

Histórico – Entre 2012 e 2016, o projeto Portas abertas alcançou mais de 91 mil estudantes em 15 estados. Ao todo, 916 educadores participantes do curso foram certificados na modalidade semipresencial. O projeto se relaciona, de sua origem à expansão, com os megaeventos sediados no país nos últimos anos — a Copa do Mundo FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
IMPORTANTE: O Instituto Rodrigo Mendes, ciente da situação gerada em todos os setores devido à pandemia global causada pelo novo coronavírus, está colaborando para a mitigação do processo de contaminação. Toda equipe está trabalhando integralmente em regime de home office e segue comprometida em atingir os objetivos assumidos com seus parceiros e beneficiários. O IRM está em constante diálogo com seus parceiros para que todas as atividades de formação sejam replanejadas de forma a minimizar os impactos relativos a adiamentos e mudanças de cronograma.

Sobre o Instituto Rodrigo MendesO Instituto Rodrigo Mendes (IRM) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Para isso, desenvolve projetos de pesquisa, formação continuada e consultoria na área da educação inclusiva em várias partes do mundo. Nos últimos anos, o Instituto Rodrigo Mendes formou 3.000 educadores, de 20 estados brasileiros, que impactaram diretamente 265.000 estudantes. Desde 2015, o IRM apóia o Ministério da Educação de Angola na criação de uma Política Nacional de Educação Inclusiva. Essa Política foi assinada pelo presidente angolano em 2017 e está em fase de implementação. O projeto vai impactar centenas de milhares de crianças e adolescentes em idade escolar.

ORIENTAÇÃO PARA O JORNALISTA

Como se referir a pessoas com deficiência?

Atualmente, a principal referência para responder a questão é a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, criada pela ONU em 2006.  O documento recomenda o uso da expressão “pessoas com deficiência”. Ou seja, não se deve usar mais “portadores de deficiência” e “pessoas com necessidades especiais” – duas tentativas recentes de amenizar o estigma e o olhar negativo gerado pelas palavras.”Pessoas com deficiência” é considerada a maneira adequada hoje porque não disfarça a existência de uma diferença e porque favorece a consciência de que, em alguns casos, é necessário um tratamento desigual para promoção da equidade.