Percepção de cores pode ser alterada durante ciclo menstrual

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão analisando se existem mudanças na percepção das cores durante as fases do ciclo menstrual, fenômeno repetitivo sendo caracterizado por modificações cíclicas de vários parâmetros fisiológicos.

O estudo é coordenado pelo doutorando em Psicologia Michael Jackson e dá continuidade a uma série de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas no Laboratório de Percepção, Neurociências e Comportamento (LPNeC) da instituição.

“É comum falarmos sobre alterações emocionais e comportamentais durante as fases do ciclo menstrual. Quem nunca ouviu uma queixa ou reclamação de uma amiga durante o período pré-menstrual?”, questiona o professor.

“A pesquisa é uma análise em psicologia experimental e busca compreender se existem alterações nas funções visuais para percepção de brilho e percepção de cores durante as diferentes fases do ciclo menstrual”, explica Jackson.

Segundo o pesquisador, estudos que investigam mudanças visuais relacionadas ao ciclo menstrual podem prover ferramentas alternativas que auxiliem o acesso objetivo e quantificável de condições clínicas, podendo quantificar uma sensação ou uma percepção com maior confiabilidade.

“Além disso, traçar um perfil tipológico do ciclo menstrual possibilita compreender mecanismos de mudanças sensoriais, comportamentais e cognitivas das mulheres em diferentes fases.”

Para o coordenador da pesquisa, ainda existe uma lacuna na ciência sobre alterações perceptuais da visão durante as fases do ciclo menstrual. “Vale ressaltar que o estudo de medidas visuais apresenta resultados confiáveis por meio de parâmetros psicofísicos”, ressalta o docente.

Voluntárias

Para ser voluntária da pesquisa, é necessário idade entre 18 a 32 anos e que apresente um ciclo menstrual regular. E comparecer ao laboratório. O acompanhamento ocorrerá durante quatro meses. Nesse intervalo de tempo, serão realizadas avaliações neuropsicológicas e psicofísicas durante as fases do ciclo menstrual (folicular, lútea e ovular).

A investigação científica possui colaboração do Laboratório de Neurociência Cognitiva (LNeC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), coordenado pela professora Renata Maria Toscano, que desenvolve pesquisas em neurocognição, neuropsicologia e neuromodulação.

Fonte:Correio