Uma “Santa Semana” em meio a 22 dias de quarentena

Desde o início da quarentena proposta pelo meu trabalho venho destacando nas redes sociais como tem sido o processo de isolamento social, ainda mais sendo comunicadora. E em tempos de quaresma, a reflexão volta-se para a ação, e não somente um aspecto de mudança interna. O tempo é outro e a espiritualidade (juntamente com a saúde mental) dão sinais de que todos precisam mudar, independente de religião, e que a prática deve ser efetiva. Além da busca pelo equilíbrio ser constante.

A restrição da liberdade de ir e vir chegou e precisamos lidar com isso dando valor ao que tínhamos sem que antes pensávamos que poderíamos perder (mesmo que temporariamente). Uma das orientações de atuação do jornalista é a entrevista pessoalmente, e hoje, isso (por enquanto) não é mais possível. Reuniões foram adiadas, eventos suspensos e viagens canceladas. O home office já existia antes do surgimento do novo coronavírus (Covid-19) e veio se expandir com dicas, ‘regras’ e produtividade. Mas é bom lembrar que em um momento crítico como esse, pedir muita coisa não é o recomendado. A ordem é fazer cumprindo a jornada de trabalho, mas no nosso tempo: não mais na correria.

Os espaços estão vazios. Somente alguns profissionais estão na rua realizando alguma atividade porque a ordem é #ficaremcasa. E se formos observar, muitas atividades foram se adaptando. A celebração acontece na igreja, mas o pároco te informa os horários que elas acontecerão antecipadamente por conta da transmissão ao vivo. Nunca houve tantas lives e shows artísticos. Até outros assuntos sendo discutidos além da pauta do momento: coronavírus, ou como alguns já apelidaram “coronga”. A rotina não é mais a mesma. Nem os hábitos. Tudo se transformou, assim como a água em vinho.

Já diziam por aí “Café para mudar aquilo que posso e vinho para aceitar aquilo que não posso”. Café e vinho para todos nós, jornalistas, pelo nosso dia suado, celebrado porque somente um profissional é capaz de levar informação com qualidade e muitos planos para realizarmos pós-quarentena. Mas antes perceber que é para mudar sim, que apenas Deus está no controle das coisas e que é importante ter muita fé, ainda mais em tempos de provação. E nem estou mais falando da Semana Santa. Sejamos santos todos os dias ao partilhar a dor do irmão, ouvindo-o, rezando com ele e por ele, dando as mãos (mesmo que agora digitalmente). Porque “Isso vai passar” como diria Chico, mas não antes de nos ensinar e muito.

 

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