Pátria Amada, é pra você esta canção Desesperada, canção de desilusão Não há mais nada entre eu e você Eu fui traído e não fiz por merecer

Foto reprodução

Pela primeira vez não consigo dar um título à coluna, e, tampouco um início para a mesma. Por isso, o título será uma estrofe de uma música dos Inocentes, cantada por mim, como expressão dos meus sentimentos pelo Brasil nos áureos anos 80.

Isso se deve ao tamanho da realidade absurda a qual estamos vivendo. A pandemia por si só, já é algo complicado de encarar. Imaginem a pandemia acontecendo simultaneamente com o comportamento bizarro de um governo que está mais para o bobo da corte do que para um rei.

Afinal, até os reis foram para a guilhotina, o que nunca aconteceu aos bobos da corte.

Celso de Mello não esperava um ato tão importante para encerrar sua carreira no STF. Ele será lembrando como o magistrado responsável pela prisão de um presidente ou não.
São essas as duas opções para o encerramento da ópera iniciada por Sergio Moro, com a sua LavaJato.

 Apesar da AGU e PGR se manifestarem pelo levantamento e divulgação de partes do vídeo da reunião ministerial usada por Sérgio Moro como prova para os crimes cometidos por Bolsonaro durante o exercício do mandato, Celso de Mello já está decidido em derrubar o sigilo do vídeo na sua totalidade, já que a decisão cabe a ele,  e não apenas dos conteúdos  de interesse do investigado. O que acontecerá após a Policia Federal terminar de periciar o vídeo e transcreve-lo. O que pode acontecer a qualquer momento, a partir da publicação dessa coluna.

A decisão de Mello está baseada nos seguintes motivos;

– Ele tem pressa em concluir as investigações antes que a sua aposentadoria aconteça, agora novembro de 2020.

– Caso as investigações não se encerrem até a saída do ministro, além do processo ficar parado até a nomeação do novo ministro da corte, esse mesmo ministro será indicado pelo acusado, causando uma situação mais inusitada ainda, além de todo tipo de interferência por parte do Planalto sobre a investigação, se com a polícia federal, Bolsonaro sapateou em cima das instituições, imagine com um ministro do STF indicado pelo investigado?

Por esses motivos, a população brasileira deve tomar conhecimento de todo o conteúdo bizarro conversado durante duas horas de reunião.

Fazendo isso, Celso de Mello pode abrir uma brecha para que algum juiz da corte peça os processos para si, menos Dias Toffoli que virou “putinha” da família, fazendo com que o processo não continue com seu sucessor.

Muitos que ainda defendem Bolsonaro podem se surpreender com o conteúdo das gravações, afinal existem deboches claros ditos contra o povo. Já outros, continuarão defendendo-o. Mostrando mais uma vez que a história se repete, afinal foi assim que o nazismo acendeu na Alemanha dos nos 30.

Como escrevi na coluna: E dai? Em 29 de Abril de 2020.
Caberá a Celso de Mello indiciar Bolsonaro por crimes cometidos durante o mandato, o que lhe custará o mandato. E A Augusto Aras aceitar o indiciamento e abrir o processo contra o Catarrento.

E Renato Russo tinha razão ao questionar: “Que país é esse?”

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