Coronavírus: alguns bairros de Pequim voltam a adotar bloqueio

As autoridades de Pequim isolaram onze bairros residenciais devido a várias novas infecções por coronavírus. Nove escolas e jardins de infância também foram fechados, disseram autoridades neste sábado na capital chinesa. As sete novas infecções estão relacionadas a um mercado de carne.

Seis das novas infecções foram registradas no sábado. Todos estão relacionadas ao mercado de carne de Xinfadi, cujo chefe disse ao site do governo Beijing News que o vírus foi encontrado em tábuas que processavam salmão importado.

Como noticiou o jornal Beijing Daily, grandes redes de supermercados como Wumart e Carrefour removeram todos os produtos de salmão de seu sortimento no sábado à noite.

O mercado de Xinfadi, que tem cerca de 4 mil estabelecimentos comerciais, será desinfetado, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

A China registrou nas últimas 24 horas onze novos casos de covid-19, cinco dos quais provenientes do exterior e seis localmente, todos na capital Pequim, informou a Comissão de Saúde do país asiático.

Em Pequim já havia sido registrado um caso de infecção local nas 24 horas anteriores, o primeiro em 55 dias e o primeiro caso de contágio local na China em 18 dias.

Tudo indica que esses novos seis casos em Pequim levarão à retomada de algumas medidas preventivas que haviam sido relaxadas na cidade, onde há uma semana o nível de emergência sanitária foi reduzido, passando de 2 para 3.

As autoridades já haviam fechado dois mercados em Pequim que um dos infectados havia visitado na sexta-feira. Na quinta-feira, as autoridades identificaram pela primeira vez em dois meses uma infecção por coronavírus na capital chinesa. Os infectados não deixaram Pequim nas últimas semanas, segundo informações oficiais.

De acordo com os dados do governo chinês, desde o início da pandemia, a China registrou 83.075 infectados e 4.634 mortos devido à covid-19. Até ao momento, o número de recuperado chega a 78 mil.

A China, país de origem do novo vírus coronavírus, controlou amplamente a propagação do patógeno Sars-CoV-2 por meio de estritas restrições de saída. A maioria dos casos nos últimos meses foi de estrangeiros que testaram positivo ao retornar à China.

Fonte: DW