A fragilidade das relações no mundo pandêmico

 

 Desde o início da pandemia estávamos tentando ter confiança de que sairíamos melhor disso tudo. Tínhamos fé de que as pessoas que não eram tão boas pudessem melhorar com as dificuldades. E as que tentam ser boas estivessem um pouco mais prontas para o que viesse. Mas não sabíamos, e com mais de 14 meses após a divulgação da pandemia, será que realmente aconteceu o que esperávamos?

Mais do que nunca existe uma fragilidade nas relações, sejam elas afetivas ou profissionais. Continuamos não sabendo o que virá, ainda mais com esse desgoverno. Porém, a esperança pode vir a fazer morada em nossos corações, mesmo que a luz esteja bem no final do túnel. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, do último dia 08 de maio, mais de 52 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o Brasil. É um número baixo, mas que dá serenidade aos que já tomaram a segunda dose.

Muitos já morreram em consequência de complicações da doença sendo que já temos a vacina. Não disponibilizada para todos, infelizmente! Aí que causa ainda mais revolta. Famosos e anônimos estão perdendo seus amores de vida. Se formos ler as notícias nos jornais, assistir ao telejornal ficamos paranoicos com a realidade atual vivida. O mundo lá fora sofre já que estamos trancados em nossas casas. Muitas pessoas passando fome, outras sem emprego, muitas mulheres sofrendo violência doméstica e tantas outras aflições.

É muita coisa ruim e triste. E isso, nos abate constantemente. Pelo menos àqueles que possuem empatia. Os encontros, nem virtuais, estão acontecendo mais. O trabalho está cada vez mais minado. Só queremos despertar do sono quando conseguimos dormir com segurança e alegria de que tudo ficará bem. Sentimos medo, tédio, pavor, pânico. Porém, não devemos cair neste marasmo e algumas vezes tédio. Ficou claro que as pessoas compravam coisas que não precisavam para mostrar para outros que pouco se importam com elas. O tal do capitalismo.

E mesmo em casa, muitas compras desnecessárias acontecem para preencher nossos buracos. Mas será que realmente precisamos de determinados itens? Fica aqui a reflexão para o que realmente importa. Se você conseguiu conhecer alguém nessa pandemia, mesmo no caos, valorize. Se as suas amizades se fortaleceram nesse período, fico muito feliz. Se alguns se perderam no caminho, dê um tempo a eles. Ninguém está 100% bem. Devemos sempre ser gentis. Sei que não é fácil, muitas vezes. Mas as tentativas de continuar sendo bons como pessoas e no que fazemos, auxiliar o próximo de alguma maneira e acreditar no amor continuam válidas.