A vida é da cor que escolhemos pintar

Foto reprodução - MultArte

Caroline Santana
Caroline Santana é Jornalista especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing e Colaboradora do site Na Pauta Online em Goiás

Assim como nossos dias são exclusivos, a vida pode ter a cor que escolhemos pintar. O #SetembroAmarelo se foi, mas continua diariamente na luta pela prevenção ao suicídio. Para finalizar a nossa série sobre este mês e o quanto ele foi importante em nossas vidas, vamos continuar com informações do projeto da Faculdade Cambury, em Goiânia.

Professora e psicóloga, Carolina Martins dos Santos

“Assim como a primeira ação que gerou um projeto de extensão em desenvolvimento, surgiram bastante ideias criativas dos alunos para novos projetos. A nossa proposta é continuar desenvolvendo o trabalho ampliando o acesso à comunidade e as demandas que se referem à Psicologia oportunizando uma troca dos acadêmicos agregando ao processo ensino e aprendizagem,” conta a professora e psicóloga, Carolina Martins dos Santos sobre a expansão da ação realizada pelos alunos.

O coordenador do curso de Psicologia da instituição, prof. Dr. Júlio César Alves recebeu os parabéns e elogios pelo projeto de quem o acolheu com carinho e atenção. “Acredito junto à professora Carolina Martins, idealizadora das ações na Escola de Psicologia da Faculdade Cambury, que falar de suicídio se torna importante na medida em que, evidenciamos a patologização daquilo que é social,” disse.

Coordenador do curso de Psicologia da instituição, prof. Dr. Júlio César Alves

Para ele, é necessário olhar para a realidade de forma que todos possam entender as redes de apoio social ao indivíduo, seu histórico familiar, bem como a ciência da ajuda psicológica que possa receber. “Por isso, diante do setembro amarelo, decidimos colocar nosso curso para além da sala de aula visando uma expansão e um trabalho a nível preventivo e promoção da saúde, exclusivamente neste caso de saúde mental. É importante despertar em cada sujeito um olhar diferenciado para a importância de se viver,” enfatizou o coordenador.

Quem recebeu as fitinhas ou abraços sentiu-se motivado (a) a procurar ajuda tanto para si quanto para quem está passando por uma situação difícil, além de levá-las para entregar aos colegas no trabalho. Os relatos pós-ações foram efetivos de acordo com a professora. “Podemos perceber através dos depoimentos dos alunos que os resultados foram positivos e relevantes tanto para a formação acadêmica quanto para as pessoas que foram afetadas pelas ações,” ressaltou ela.

Laços coloridos

Escutar o outro em um mundo totalmente conectado e que não tira os olhos do celular é um desafio cotidiano. E para que as cores da vida sejam mais intensas e brilhantes é necessário despertar a escuta do outro a partir da própria família. “Somos seres sociais e é nas relações que construímos nossa subjetividade. Ouvir é uma habilidade essencial para criar e manter relacionamentos. Escutar é ter a sensibilidade de se conectar ao outro. A escuta demanda tempo: um tempo cheio de silêncios e longas pausas,” comentou a psicóloga.

Ela explicou que atualmente estamos muito habituados a interromper os outros e a tirar conclusões precipitadas. “Além disso, nossas crenças nos levam a escutar apenas o que acreditamos ser verdadeiro. Nossa competitividade também nos faz querer dominar o diálogo. E quando alguém fala o que não queremos ouvir, fugimos da realidade e nos desligamos da conversa,” exemplificou. Assim, a questão física aparece porque de acordo com Carolina, “nossa capacidade de assimilação de palavras é maior do que a velocidade da fala e, dessa forma, acabamos ficando com um espaço vazio para preencher com outros pensamentos.”

Ouvir com a alma e colorir com o coração

Para ela é preciso ter mais disposição para ouvir o outro mudando alguns hábitos como evitar interrupções porque algumas pessoas precisam de mais tempo para concluir um raciocínio, colocar-se no lugar do outro e perceber seus sentimentos na compreensão da mensagem.

É preciso também se concentrar nos movimentos da pessoa, respeitá-la permitindo sua manifestação sem pré-julgamentos. Iniciar esse tipo de ação desde o primeiro período do curso é fundamental porque segundo a professora, a escuta não é só com os ouvidos, mas com toda a alma, olhares, mãos, gestos corporais, vestimentas, movimentos dos lábios e com o coração, aceitando a pessoa com empatia e respeito.

“Colocar o estudante a par deste recurso é necessário, pois, à medida que se instrumentaliza seu saber-fazer, a decodificação dos aspectos verbais e não verbais, o reconhecimento da posição facial e da postura corporal, o interesse e olhar atento às manifestações do outro, e a busca de informações inerentes ao campo afetivo, emocional, aos desejos, aos anseios, às tensões, às angústias e aos medos de cada pessoa são favorecidos pelo raciocínio prático e pelo senso criativo,” explicou ela.

Para Carolina é importante promover a aprendizagem de forma ativa, despertando o pensamento crítico dos estudantes, e atentando-os para o desenvolvimento e a aquisição de habilidades pautadas no agir, no ouvir e no sentir. O #SetembroAmarelo foi importante e cheio de aprendizados, assim como o #OutubroRosa que chega com outras histórias e informações. Mas este fator já vai colorir novas versões e textos.

2 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia, parabéns a todos por este trabalho lindo e maravilhoso que vocês vem desenvolvendo com muito carinho e amor pelas pessoas que estão gritando por socorro, o mundo precisa de pessoas assim como vocês que amam a vida, por isso trabalham para salvar as vidas de pessoas desesperadas, e que não vêem saída para o seu problema e para eles a única saída é tirar a própria vida, mais Deus enviou vocês pessoas maravilhosas, os Psicólogos que tem o dom de ouvir e ajudar a estas pessoas que tanto necessitam. Mais uma vez parabéns a todos beijos Oscarina.

  2. Obrigada pela leitura, Oscarina. Esperamos que muitas pessoas recebam informações com qualidade, procurem ajuda através da terapia e possamos orientar quem amamos sempre mais. Sim, psicólogos são profissionais fundamentais para nossa saúde mental. Beijos!

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