A violência (aberta ou velada) da discriminação e o preconceito

O artigo 3º, IV da Constituição de 1988 descreve como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

A diversidade tem como configuração básica a própria organização e história dos grupos sociais. Atrelada a conceitos científicos de desenvolvimento antropológico, social, cultural, religioso, linguístico, étnico, biológico, dentre outros, na prática reúne a pluralidade de aspectos que diferenciam um do outro.

Apesar de toda a evolução da humanidade e da facilidade que se tem no sentido de conhecer, ter acesso e aprender sobre os mais variados aspectos da diversidade – além da existência de normas que buscam reduzir a dificuldade de aceitação das diferenças – ainda nos deparamos com o preconceito e como consequência, a exclusão.

Há, por parte de algumas pessoas, uma enorme dificuldade em aceitar o que é diferente de si, como se o diferente fosse “inferior”. Somam-se a isso fatores políticos, sociais e econômicos que acabam por distanciar ainda mais a compreensão, concretizando-se na desigualdade, discriminação e preconceito.

A discriminação e o preconceito são formas de violências (abertas ou veladas) porque se baseiam na falta de respeito e podem se revelar por meio de palavras, atitudes, agressões físicas, chegando até a pior forma de todas elas que é a morte.

A segregação pela não aceitação de pessoas ou grupos seja em razão da etnia, sexo, idade, gênero, religião, status social ou qualquer outro fator ou diferença que se atribua como indesejada ou inferior é pura violência.

A violência, também tem sido o centro de debates e se apresenta de várias formas como a violência verbal, moral, psíquica, física e em diversas condutas discriminatórias. Os acontecimentos no Brasil indicam como principais vítimas endêmicas os negros (em especial a mulher negra), os pobres, as mulheres e os homossexuais, além de outras formas de discriminação que levam à violência.  Portanto, a prática do racismo e da discriminação são brutais, violentas e irracionais.

A sociedade ocidental dita “moderna”, ainda mantem fortes traços patriarcais e de heterogenia, reproduzindo o preconceito de tal forma que não enxergam que a diversidade faz parte do cotidiano. Não há superiores, nem inferiores, apenas diferentes!

A luta contra a discriminação e o preconceito deve ser de todos e não somente daqueles que sofrem essas formas de violências. O combate somente por parte das minorias, é injusto e demonstra o mesmo desequilíbrio que faz dessas pessoas ou grupos, vítimas históricas.

A sociedade é complexa e as diferenças fazem parte dela. Respeitar a diversidade é fator essencial em uma sociedade democrática, justa e plural.

O desrespeito aos direitos humanos tem sido constante, desafia continuamente as sociedades apesar do discurso da evolução da humanidade.

Combater a discriminação e preconceito é dever de todos e representa a defesa do direito humano à dignidade, à liberdade, à vida e ao exercício de cidadania!

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