“Adoro um amor inventado”

Foto reprodução - site: cazuza.com.br/

Nesta terça-feira, 07, completa-se 30 anos sem o poeta do amor exagerado

Agenor de Miranda Araújo Neto ou mais conhecido como Cazuza. Jamais será esquecido só para começar por ser ariano. Um ícone do rock nacional nos anos 80. Quem tem mais de 30 anos provavelmente nasceu (por sorte ou não) na mesma maternidade que o amor da vida, escutou “Ideologia” nos encontros em família e já dançou ao som de “Faz parte do meu show”.

Cazuza fez parte do meu grupo de poetas, do meu primeiro relacionamento amoroso, dos poemas que comecei a escrever com 14 anos na escola e em tantos outros momentos de solidão, agonia, euforia. Ele é a tradução de tudo isso, e principalmente de um amor inventado. Vivendo como um gênio rebelde, entre altos e baixos, gostava mais do seu apelido do que do nome de batismo.

Muitos artistas possuem seus nomes trocados. Cazuza não ficaria para trás. Ele estava perdido, mas queria um pouco de proteção. Quantas mentiras sinceras já ouvimos na vida por simplesmente nos interessar?! Diversas. Ou além da mão, querer um pouco do braço também? Talvez pudesse ser até uma insatisfação, porém era uma vontade danada de viver. E vida não vem com manual ou receita de certo e errado para se fazer.

De álbuns podemos contabilizar 39 sendo 8 inicialmente com o Barão Vermelho, 6 solo e 25 coletâneas. Suas canções foram escritas de forma sistemática. Não eram planejadas. Depois ele ia melhorando-as ao longo das semanas. Contou sobre isso em entrevista sobre a sua história que está presente em seu site com muitas outras recordações para quem é amante daquele que só precisava dizer eu te amo.

Já não quero mais ser sua amiga. Quero te ganhar, não mais perder, sem engano. O poeta segue vivo nas rádios, corações e diversas outras histórias casuais ou de amor. Até pode servir como cantada política. No mesmo ano do seu falecimento foi criada a Sociedade Viva Cazuza pelos seus pais com o objetivo de dar apoio aos pacientes com AIDS/HIV.

No início de junho deste ano, sua mãe, Lucinha Araújo reforçou a campanha aos mais necessitados com o auxílio de cestas básicas. Para quem deseja ajudar o projeto, basta acessar: http://vivacazuza.org.br/ ou entrar em contato pelo e-mail: vivacazuza@vivacazuza.org.br. Ajude a manter essa história viva de assistência e prevenção do HIV/AIDS.

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