“Amar é arte, e sem isso nos falta algo,” disse o escritor, Renan Bertoni

Autor lançou e-book “Precisamos falar de amor” com o objetivo de mostrar para as pessoas que em todos os lugares existe o amor

 No último dia 20 de maio, o escritor e jornalista, Renan Bertoni Soares retirou do papel um dos seus projetos de vida. Lançou o e-book “Precisamos falar de amor” que contém 55 textos e 10 frases. O livro pode ser adquirido neste link: pag.ae/7XabcgSCJ. De acordo com o autor, a maioria dos poemas são contemporâneos, mas com uma linguagem mais casual. “Também tem textos para refletir, porém quase tudo no sentido de amor, paixão, seja por alguém, pela vida, por algum momento,” conta.

O e-book, além de acessível, é tão interessante que quando começamos a ler, logo terminamos, e nos envolvemos com as histórias por identificarmos com alguma peculiaridade do texto. Quem nunca viveu ou deslumbrou alguma história de amor na vida? “Existem textos atuais, como o segundo do e-book que se chama “Amor em Tempos de Pandemia”, que se encaixa muito para os casais que se conheceram durante este período e estão distantes,” destaca Bertoni.

[…]Viver esse período sem você seria insuportável, pois quantas vezes eu caí, chorei e pensei em desistir, mas você me levantava e me fazia de novo sorrir. Ah, meu amor de pandemia, como eu te quis, como eu queria. Como eu te quero, e como por esse encontro espero. […]” Renan Bertoni

 Segundo o escritor, as histórias possuem um misto de vivências, imaginadas e construídas. “Tem muitos textos que fiz apaixonado por alguém, que descrevo sentimentos, momentos. Porém, eu imagino muito. Pode ter texto que mescle as duas coisas. Escrever demanda imaginação que aflora e você vai rabiscando, modelando aos poucos em algo bacana que seja legal para quem vai ler,” explica. Ele conta que o principal objetivo é fazer com que as pessoas não desistam do amor. “Quero levar palavras bonitas e de esperança. E mostrar que o amor existe e precisamos falar dele, e mais que isso, senti-lo. Espero que este e-book seja o primeiro de muitos,” frisa o jornalista.

“Depois que aprendi a ler, não parei mais.”

Bertoni contou ao portal Na Pauta Online, que desde criança, mesmo antes de saber ler, foi influenciado pela sua mãe que lia livros para ele e contava diversas histórias. No início, quando a mesma o levava para pegar os livros na biblioteca, o caminho das ilustrações chamava sua atenção. “Eu não era alfabetizado ainda. Depois quando aprendi a ler, não parei mais e na adolescência o gosto por ler jornais e revistas tornou-se um hábito que vivencio até hoje. Claro que atualmente temos tudo na internet e muito mais acessível hoje. Isso me levou a começar a escrever. Escrevia poemas, reflexões, textos aleatórios, mas sempre guardava e pensava em um dia publicar. E esse dia chegou,” conta com sorriso nos lábios e nos olhos.

Precisamos falar de amor

Bertoni sempre escreveu textos deste gênero, que exalam sentimentos de amor, paixão, carinho e afeto. “Tinha a ideia de publicar um livro com estes textos, até tive blogs na adolescência e mantive até a faculdade. Agora consegui lançar o e-book. Cada texto tem sua peculiaridade, algum motivo para ter me inspirado. Amo escrever, então, imaginei pessoas que não existem, ou se existem, eu não conheço para escrever. Aquela pessoa que você idealiza e espera encontrar um dia,”  explica o autor.

 

“As pessoas não pararam de amar como muitos dizem.”

 O autor acredita que mesmo diante de uma sociedade líquida, as pessoas não pararam de amar como muitos dizem. “E nem que não acreditam mais no amor, porém elas estão calejadas. Escrevo o que sinto, o que acredito e creio no amor. Para esse sentimento não tenho o menor pudor. Amar é arte, e sem isso nos falta algo. Não digo amor exclusivamente entre casais, mas tem amor em tudo, na vida, na natureza, nas amizades, nas famílias e não podemos jamais nos negligenciar quanto a ele.”

Notoriedade nas redes sociais

 Com conteúdo voltado para a mulher, empatia e por uma luta mais igualitária, o escritor que também grava vídeos nas redes sociais, alcança um público de mais de 200 mil no Tik Tok e quase 60 mil no Instagram. “Tenho um feedback muito bom, principalmente no Instagram onde recebo de 200 a 300 mensagens diárias, e muitas delas me agradecendo pelo conteúdo. Minha maior alegria é este reconhecimento de que os vídeos proporcionam algo bom no dia delas. Acredito que estamos na vida para somar, fazer a diferença. E um homem falando sobre mulheres, pode parecer prepotente, que está querendo “opinar” em assuntos que não lhe cabem. Mas, eu falo como eu ajo, como acredito que deveria ser o trato com a mulher vindo do homem,” exemplifica.

Mudanças e futuro

 Boa parte de sua vida, Renan viveu sob o patriarcado intrínseco que é imposto a muitos homens desde criança. Mas mudou desde que começou a refletir que a mulher não quer ser mais do que o homem, mas apenas igual. “Só depende da gente mudar isso. Parei de achar graça em “piadas” com cunhos ofensivos, quando percebi que as responsabilidades domésticas, exemplo, devem ser divididas, entre muitas outras. Se você reparar, quando um menino faz aniversário ele ganha uma bola, um carrinho, às vezes um super-herói, presentes para ele se espelhar. E a menina o que ganha? Um boneca bebê, um fogãozinho, uma vassourinha, objetos para impor que ela seja uma dona de casa. Pode parecer algo banal, mas se analisar bem essa imposição ao machismo vem do berço,” destaca.

Ele acredita que o combate ao machismo é uma luta antiga, difícil e cheia de obstáculos, mas que desistir é algo que não está em seu dicionário. “Não vamos desistir jamais. Tenho projetos futuros em mente, e penso em explorar esse universo da escrita e publicar online,” destaca.

“O maior problema de não saber lidar com o amor é o receio e o medo intrínseco que quase todos temos. Mas se você procurar bem lá no fundo do seu coração vai encontrar, pois fomos feitos de amor e para amar.”

(Renan Bertoni)

 Sobre o autor:

 Renan Bertoni Soares cursou jornalismo na Faculdade do Norte Pioneiro (Fanorpi). Atua na área jornalística desde o ano 2011. Já trabalhou como repórter, editor e redator em dois jornais impressos. Atualmente é redator no jornal Sudoeste do Estado, situado em Fartura (SP) que abrange cerca de 20 municípios do interior de São Paulo.