BECO

A poesia está sempre presente em Betina Kopp. Já a vi presencialmente
declamando poemas, seus e de autores consagrados, e a mesma o faz com
tanta propriedade que todos passam a serem seus.

Em BECO, Betina mistura poesia, música eletrônica e dança. Também
mostra suas meninices, se dizendo um tanto quanto feminina, mas que
escorrega como vaselina, incendeia como gasolina e tudo o mais que rima
com ‘ina’. Carismática e talentosa, fez do espetáculo um livro homônimo
que reúne suas obras mais emblemáticas.

Com supervisão do teatrólogo Amir Haddad e direção de Adressa Koetz, o
solo amplifica questões da contemporaneidade. Uma montagem que
emociona, envolve, provoca e diverte. A atriz fala de suas inquietações,
angustias e carências, mas tudo com enorme leveza.

O funcional figurino de Guto Carvalho Neto é perfeito dentro da proposta
cênica apresentada, os poemas musicados de Marcelo Abreu são ótimos e a
trilha de Pedro Manara é deliciosa.

Um elogio especial para a Preparadora Vocal Rose Gonçalves, que foi
minha professora na CAL e é esplêndida, fazendo com que a voz de Betina
chegue certo da forma correta.

O desempenho da artista a tornou singular entre os poetas contemporâneos e é descrita pelo escritor Tavinho Paes como “rascante”. Forte, atuante, certeira e autêntica, assim é Betina em seu BECO.

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