Botões de reações adversas

Divulgação-Facebook

Os botões do Facebook Reactions foram criados com o objetivo de interação, agregando novas emoções junto ao já famoso curtir (joinha) ou like. Eles correspondem a seis (6) imagens que são: amei, força, hahaha, uau, triste e grr. Mas muitas pessoas não sabem a maneira correta e eficaz de utilizar a reação. Anteriormente à esta possibilidade mesmo, se algum usuário divulgava que alguém da família havia falecido, o botão curtir não seria o mais apropriado.

Muitos hoje podem utilizar o força que tem um emoticon abraçando o coração ou o triste com emoticon em lágrimas. Isso representa empatia e solidariedade. Pelo menos é assim que é interpretado. Mas e quando alguém utiliza dos botões para controle e abuso ao parceiro que já está distante e não mantém o vínculo de afetividade? Um botão de amei, por exemplo, para alguns, pode ser motivo de ciúmes e brigas se for aplicado na foto alheia. O que nem deveria existir partindo do pressuposto que muitas vezes essas reações servem como termômetros para outras atividades.

O curtir é a forma mais simples, rápida e preguiçosa que o usuário pode emitir. É claro que cada um utiliza de acordo com o conteúdo postado e como reage àquilo. Porém, é preciso bastante cuidado para o que seria uma brincadeira virar uma violência moral, que segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é a ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher ou uma violência psicológica, cuja ação ou omissão é destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Quase todos os dias, mulheres relatam sobre essas reações dos exs-parceiros ou sequer de quem nunca viram como se a mulher fosse propriedade deles. São mensagens recebidas na própria rede social ou via aplicativo de mensagem com ofensas por conta de uma reação chamada amei ou força em conteúdo de terceiros. É preciso ficar alerta quanto a este tipo de situação. O #SetembroAmarelo vem nos lembrar que é importante falarmos sobre suicídio, e principalmente da nossa saúde mental.

Em um ano totalmente atípico por conta da pandemia vivenciada, todo cuidado é pouco. Lembrando que o ciclo da violência apresenta três fases de acordo com a psicóloga norte-americana, Lenore Walker. Ela identificou que as agressões cometidas ocorrem dentro deste ciclo que é constantemente repetido. A primeira fase é intitulada como Aumento da Tensão, a segunda é o Ato de Violência em si, e a terceira, arrependimento e comportamento carinhoso. É preciso quebrar esse ciclo e não se calar. Não se iluda com reações em rede social. Abra os olhos, pois o que nada pode representar para você, para o outro, pode ser o início de um estopim.

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