Uma conversa que começou espontânea e do nada. Não esperava nada dos próximos passos, mas eles vieram. Chegaram sem pretensões, a priori, da sua parte. Porque depois de um certo apego, as minhas intenções eram as melhores possíveis. Talvez para a satisfação do meu querido ego. E é óbvio que elas despencariam do 17º andar. Pois quanto mais a expectativa gerada por mim mesma, maior é o tombo no chão.

Especialidade em fundo do poço é o que não me falta. Caí nas minhas próprias armadilhas até em um ultimato “somos amigos”. Isso para mim foi a cereja do bolo que sequer existiu. Não que eu tenha vivido e ainda vivo em mentiras que você me conta, mas o desapego veio. Nós enxergamos onde estamos pisando mesmo tentando mentir para si ou nos enganando. A verdade sempre chega.

Te coloquei em um pedestal que talvez nem mereça ficar um dia. Como pessoa intensa fui me deixando levar. Não totalmente, mas consciente dos erros que poderia vir a cometer. Os erros físicos ainda não foram sentidos. Apenas os virtuais. E no meio disso tudo, me questionei esses dias: “Como a gente se perdeu?” Na verdade quem se perdeu fui eu. Em elaborar uma história feliz e tentar colocá-la em prática.

Mas para ser um roteiro, precisa de personagens. E não podemos representar nada. Viemos para sermos felizes. Talvez não um com o outro. Talvez para ajudar um ao outro nas tempestades. Talvez para sermos amigos e nada mais. Talvez para não sonhar tanto após tantas desilusões. Eu me perdi em muitas conversas que me abriram os olhos. Eu me perdi quando me doei mais uma vez para quebrar também, mais uma vez, a cara, como sempre.

Será que existe película para isso? Eu me perdi no que poderia ser. Eu que sou desesperada para viver tudo loucamente e intensamente como ninguém. Talvez nunca tenha entrado com confiança nessa água. E não gosto de nadar no rasinho. Então, agora, quem ficará perdido será você. Bem sei como é aumentar minhas vibrações e energia. Talvez a melhor coisa que tenha acontecido tenha sido essa perdição em mim mesma.