Como a pandemia COVID-19 mudou os lares e a convivência com os filhos

O Na Pauta Online, conversou com a pedagoga Stefane Souza Moura, que atualmente ocupa o cargo público de Assessora da Presidência da Goiás Turismo, na cidade de Goiânia.

Stefane tem 34 anos e não se importa de revelar sua idade, é divorciada e mãe de dois filhos.

Em entrevista questionamos a pedagoga, assessora e mãe, Stefane Moura, como era e como é a sua rotina atualmente com a pandemia do COVID-19:

NPO – Como era o seu cotidiano antes da Pandemia, em termos de horários (casa, trabalho, almoço, filhos)?

Stefane Moura – Minha vida antes da pandemia, minha rotina, era uma verdadeira loucura! Para manter uma casa, filhos, trabalho, academia, tudo sozinha, não é nada fácil!

Eu acordava às 05h:30, tomava banho, começava a luta diária, acordava o Theo, meu filho mais velho, as 06h, e as 06h:30 o levava para o colégio, ia para o trabalho, trânsito pesado, horrível demorava 40 minutos para chegar, tomava café no trabalho e as vezes nem tomava. Não buscava o Theo no colégio, ele voltava com a mãe de um amigo, não levava o Lorenzo, meu filho caçula, ao colégio, porque não dava para retornar em casa e eu nunca sabia onde estaria, pois meu trabalho é muito versátil, agenda cheia, várias reuniões. O almoço ficava pronto, para eles e meu irmão, levava o Lorenzo ao colégio, eu ficava com a responsabilidade de buscar o Lorenzo as 17h:30, quase sempre não conseguia, as vezes tinha evento para ir, as vezes estava longe, muitas vezes os eventos eram organizados por mim, lançamento, eventos do governador do estado, enfim… todo dia era diferente do outro, mas quando era para buscá-lo, saia correndo para chegar a tempo. Quando estávamos em casa no final do dia, pedíamos algo para comer, ajudava nas tarefas, as crianças dormiam as 21h e eu ia para academia, sempre chegava da academia as 23h, e até organizar tudo, dormia sempre de madrugada.  Estava em pé novamente as 05h:30.

NPO – Quanto tempo você passava com seus filhos, antes da Pandemia?

Stefane Moura – Duas horas por dia, fim de semana inteiro.

NPO – E agora como ficou a sua rotina, nesse período do COVID-19?

Stefane Moura – Faço trabalho remoto, resolvo tudo por celular, preparo o café da manhã, organizo todos os armários, guarda roupa, preparo comidas das quais meus meninos escolhem, sempre faço algo diferente, escuto muito as crianças, percebo o quanto estão maduros e inteligentes, tirei esses dias para alertar sobre os pedófilos, sobre internet, com mais tranquilidade e clareza.

NPO – Conte-nos como são seus dias em casa?

Stefane Moura – No início, eu fiquei com um certo receio, pois já sofri com ansiedade. Então bateu um certo medo de voltar a ter novamente, pois há anos que não ficava em casa. Mas meus dias tem sido divertidos e abençoados, treino em casa, descanso bastante, faço compras pela internet, aprendo novas receitas, tenho percebido o quão é gratificante esses momentos, não faço planos, deixo o dia chegar e assim vai surgindo o que fazer. Percebo que as crianças estão felizes.

NPO – O que mudou para você como pessoa?

Stefane Moura – Muita coisa mudou, eu percebi que sou mais forte do que imaginava, não pelo fato de ser mãe, mulher divorciada, que luta contra o preconceito, mas forte por dentro, senti que venci uma luta contra ansiedade, me sinto confiante, vejo as pessoas com mais clareza, não romantizo as situações, entendi o quão egoísta são algumas pessoas, pude ver que estou no caminho certo, analisando algumas atitudes pequenas que antes não analisava, aprendi que existem pessoas que não estarão com a gente nos momentos de luta e tá tudo bem, vamos continuar seguindo!

NPO – O que mudou para você como mãe?

Stefane Moura – Como mãe mudou que agora eu preparo a alimentação das crianças, tem mais abraços, tem mais beijos, não que não houvesse, sempre fui muito apegada a eles, mas agora devido a mais tempo juntos, tem mais demonstração de amor.

NPO – Qual lição você imagina que vai levar após o período de pandemia em termos de relações humanas?

Stefane Moura – A lição é que a quarentena tem efeitos psicológicos muito diversos e de longa duração. Como muito provavelmente a maioria de nós estamos passando por um período de isolamento total ou parcial, é bom saber que os sentimentos fazem parte da resposta normal. Essa lição talvez nos ajude a enfrentar com mais coragem os transtornos e tentarmos sermos melhores com nós mesmos, assim com o outro! E que agora é o momento de analisar algumas pessoas, porque muitas não conseguem segurar as máscaras que usam!

NPO – Gostaria de deixar alguma mensagem às pessoas que estão lendo esta reportagem?

Stefane Moura  – Sim!  Mesmo nas grandes provas e tribulações, como a pandemia, encontramos esperança, acredito que devemos ser solidários com a dor do outro. Devemos nos comover e nos importar com o outro sem hipocrisia, sem aparecer, sem selfie, sem constranger, que tudo realmente passa, mas o amor e a verdade permanecem!

Que nosso lar deve ser sempre o melhor lugar do mundo, que devemos seguir caminhos dos quais não iremos nos arrepender e nos envergonhar no futuro! Que tudo é vaidade, todas as coisas debaixo do céu são vaidade!

Quanto mais honestos e menos influenciados formos, mais felizes seremos! Que usem máscaras, mas só para conter a disseminação do vírus, apenas por esse motivo, nenhum outro mais!

NPO – Quem é Stefane antes e pós Pandemia?

Stefane Moura – Aproveitei esse momento tão duro, para ser mais grata, para aperfeiçoar o que já tinha de bom e fortalecer mais ainda meu lar, meu interior, ser mais confiante e sem dúvidas estou muito mais preparada para a vida lá fora!

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