CONSELHO DE CLASSE

Uma peça que vem discutir a educação, um dos pilares de nossa Sociedade, já é motivo suficiente pra ser vista! Mas aqui se trata de um espetáculo muito bem cuidado, dirigido por Bel Garcia e Susana Ribeiro que comandam um elenco talentosíssimo composto por Cesar Augusto, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, Paulo Verlings, Thierry Trémouroux e Sérgio Maciel.

Texto estupendo do dramaturgo Jô Bilac. Tudo é muito maravilhoso: A luz do premiado Maneco Quinderé, o cenário inteligente de Aurora de Campos, os figurinos funcionais de Rô Nascimento e Ticiana Passos até a boa trilha de Felipe Storino.

Uma equipe que conseguiu fazer de um assunto sério e tenso algo leve e instrutivo. Uma peça daquelas que nos fazem pensar e repensar valores e conceitos.

Não se discute apenas a escola, mas seus indivíduos, sua evolução, a forma como cada um encara essa etapa de crucial importância em nossas vidas.

Personagens distintos, mas cada um com fortes características e de fácil identificação, como a professora sonhadora, o diretor substituto.

O espetáculo acontece num Conselho de Classe, que visa decidir melhorias e questões relacionadas àquela escola pública. A reunião começa com um questionamento: nem todos os participantes comparecem. Parte deles prefere delegar decisões aos colegas que estão presentes. Comportamento ainda bem comum hoje em dia.

Muita coisa em pauta. Muito assunto para ser resolvido. Em meio à brigas e questionamentos pertinentes, as soluções vão aparecendo e levantando outras perguntas. Tudo de forma muito interessante e peculiar.

Uma montagem onde todos os atores são homens, mas representam mulheres de forma muito natural, já é bastante curiosa e aguça mais os sentidos. Cheia de boas frases, uma vale citar aqui, de Darcy Ribeiro, para que você corra pra assistir: “Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”.

 

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