Dia internacional da Mulher, dados assustadores

E o Batom Eleitoral dessa semana está voltando com tudo! Vou começar falando do dia internacional da mulher e de dados que me preocupam muito.

Não há apenas um dia da mulher, comemoramos o nosso dia todos os dias, mas vejo a data como um carinho, uma data para sermos lembradas por todas as nossas lutas, para lembrar de todas as mulheres guerreiras que dedicaram suas vidas á época, para que tivéssemos nossos direitos respeitados. Infelizmente, quando associamos o nosso dia a grandes conquistas políticas no decorrer do tempo, ainda me deparo com dados alarmantes. De acordo com o Inter-Parliamentary Union, Associação dos legislativos nacionais de todo o mundo, o Brasil ocupa o 154º lugar entre 193 países, isso mesmo,154º lugar! estamos na frente apenas de alguns países árabes, do oriente médio, Haiti, Belize e São Cristóvão nas Américas e do Caribe acreditam? Temos um pouco mais de 10% de mulheres no parlamento, isso não só é um dado alarmante, mas vergonhoso para um país com um índice tão grande de mulheres eleitoras, para um país que tem 49% de mulheres filiadas a agremiações partidárias. E nos perguntamos o porquê de um índice de representação tão baixo em um país que tem hoje mais mulheres votantes do que homens.

Como mencionado nas edições anteriores, ainda existe um preconceito e discriminação muito arraigados em relação as mulheres e esse preconceito é também associado a vida doméstica, a criação dos filhos e a falta de apoio de seus companheiros que as impedem de assumir um compromisso com a política que dificilmente poderão honrar.

Isso fica ainda mais claro quando observamos que os países que se destacam são os países que possuem uma sociedade igualitária entre os sexos, como a Noruega, a Suécia, Islândia, Finlândia e Dinamarca.

E Infelizmente aqui no Brasil ainda nos deparamos com homens que afirmam que as mulheres não participam da política por falta de vocação.

Afirmações iguais a essa passaram a ser um tabu onde muitas acreditam e vêem na política algo que não querem, que jamais será prioridade em suas vidas. Outro fator de suma importância e que se coaduna com essa pouca efetividade é o fato de que os partidos políticos são dominados por homens, os mesmos que muitas vezes impedem esse processo de amadurecimento feminino eleitoral por disseminar motivos que as desencorajam, assim como a falta de apoio que sofrem durante as campanhas, principalmente quando seus oponentes são homens.

Como superar esse índice tão baixo de representatividade quando não temos nem o mínimo de 30% da cota de gênero, também na Diretoria Executiva do partido? Quando não há mulheres com o poder de decidir o que é ou não de interesse dela e das outras filiadas dessa agremiação? Ou seja, ainda falta muito… Mulheres, então façamos desses dados uma tábua de crescimento, uma alavanca de impulso, vamos nos engajar mais, nos informemos melhor, busquemos mais, acreditemos mais! Apenas nós poderemos mudar esses dados, apenas nós temos condições de provar a nós mesmas que falácias machistas ou preconceituosas não nos impedirão de mostrar o que verdadeiramente somos, MULHERES.

“Mulher, a força que transporta, move o mundo! Um dia para celebrar… Todos os outros para respeitar!”
(Autor desconhecido)

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