Ela faz o destino dela

Foto Renato Oliveira

Neste período de reflexão interna, várias luzinhas despertam a alma e o coração. É o efeito do ‘você merece muito mais’. Merece mesmo. Ela sabe onde chegar e o que levar. É um furacão repleto de amor e só deseja que todo mundo também esteja se deliciando, principalmente com o amor próprio. Tão necessário. Não sabia sobre isso quando tinha 25 anos e ao terminar um namoro, implorar para que ele ficasse. Para quê mesmo?

Sabia que merecia e merece muito mais em todos os sentidos e áreas da vida. É só você que pode chutar o balde sem querer buscar. E que ele acerte alguma fuça necessária e sem noção. Não, não! Sem violência por aqui. A intenção é no sentido figurado antes que me julguem. Na verdade, nasci mulher nessa vida, então serei julgada por pouco, por muito, por bobagens ou por qualquer coisa mesmo.

Chute o balde, mas com argumentos sinceros, com verdade, com sinceridade. Muitas pessoas dizem que não precisamos de outros, tratando-se de relações amorosas. Precisamos sim. Não quero viver mais sozinha o pouco tempo que me resta. Risos! Não sei nem se este meu artigo escrito antecipadamente sairá, imagina saber o dia que o meu ‘próximo’ da fila chegou! E eu queria era estar em uma fila mesmo. Porém que fosse da vacinação ou no aeroporto indo curtir férias.

Por enquanto só estão na minha imaginação estes quesitos. Um não depende diretamente de mim. Outro sim. Ela faz o destino dela pensando no futuro que é amanhã, daqui um ano ou dez. Quem sabe? O bom é despertar, contudo, isso te faz sair do raso (e olha que ela é das profundezas por ser escorpiana intensa) e da zona de conforto quentinha. O problema é que no início de tudo e da vida sempre estamos dispostos, corremos riscos.

Mas ao longo da maturidade viramos cautelosos demais. Ouvi hoje que estou muito comportada. Quase questionei: “Nas minhas roupas? Atitudes?” Porque eu sempre fui. Até me diziam quando eu era criança: “As quietinhas são as que mais aprontam.” Na verdade, eles não queriam se decepcionar ou estar errados. Fui e sou comportada quando quero. Como também tenho minhas insanidades. A mesma pessoa disse: “Quem nunca?” Pois é. Quem?

Sempre nos rotulam, destinam você a algo, mas jamais veem sua alma ali desnuda quando sua fragilidade desponta mais do que você possa controlar. Será que o destino somos nós mesmos que fazemos? Será que eu deveria ter guardado dinheiro desde a infância para viver um pouco melhor hoje? Não sei. Só sei que aprendi a me amar, e saber amar. Ter um amor tranquilo que possa falar de qualquer coisa, naturalmente, o tempo todo e sem cobranças.

Não é o amor que é um sentimento ruim. Algumas pessoas que ainda não despertaram, vivem sob seus egos. Mas eu confio que cuidem e aprendam com a criança interior que existe dentro delas. Queria acordar e ver o desenho “Ursinhos Carinhosos” largada no sofá. Mas sou adulta e preciso trabalhar. Para pagar os R$4,90 que a sessão deles me custa. Sem cobranças ou culpas. Sem medo ou tortura. Sendo eu mesma, fazendo o meu destino. Vem comigo?