Enaltecendo elas

Esses dias uma amiga encaminhou-me uma arte que dizia algo sobre o mundo e o bairro. Se nós, enquanto cidadãos, tivermos a força e a vontade de fazer diferente e começando pelo nosso espaço físico chamado bairro, tenho certeza que o mundo ganhará novas mudanças. Uma delas diz respeito à política. A construção da voz feminina nas eleições começou em maio de 1933. De acordo com a divulgação “A construção da voz feminina na cidadania” do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, dos 1041 candidatos na época, apenas 19 eram do sexo feminino. Nove delas se candidataram sem um apoio político, de forma avulsa.

Com a Emenda Constitucional (EC) nº 107/2020, em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus, as eleições foram adiadas para os dias 15 e 29 de novembro, respectivamente. Assim, o prazo final para a apresentação do pedido de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral segue até o dia 26 de setembro. O seu voto tem poder mais do que nunca diante do caos o qual estamos vivendo.

Voto feminino

Votar em mulheres é colocá-las diante de um espaço de poder abrindo caminhos para uma maior participação, aderência e inclusão feminina. Claro que se faz necessário conhecer todas as propostas das candidatas e identificar contribuições que permitem ações afirmativas e políticas que superem toda a carga que as mulheres carregam ao longo da história. É preciso que haja um envolvimento da sociedade em colocar nestes cargos quem irá te representar todos os dias. A primeira prefeita eleita foi Alzira Soriano de Souza em 1928. Já se passaram 92 anos deste feito histórico.

Dos 35 parlamentares na Câmara Municipal de Goiânia, apenas 5 são mulheres. São elas: Dra. Cristina Lopes Afonso (PL), Leia Klebia (PSC), Priscilla Tejota (PSD), Sabrina Garcez (PSD) e Tatiana Lemos (PCdoB). É um número pequeno já que nem chega pela metade das mulheres que poderiam nos representar. Mas isso vem mudando e esperamos inspirar mais mulheres para que registrem suas candidaturas.

 Campanha e concurso

Uma das iniciativas é a campanha do TSE lançada no último dia 20/07, que traz a atriz Camila Pitanga que também é embaixadora da ONU Mulheres no Brasil e ativista do tema com a mensagem “Mais mulheres na política: a gente pode, o Brasil precisa”. O objetivo é que mais mulheres ocupem os cargos políticos e mostrem o aumento de lideranças femininas cujo desempenho é bom para toda a sociedade.

Outra iniciativa é participar do concurso que fortalece o pensamento feminista e defende a memória e a luta da vereadora Marielle Franco, que está com inscrições abertas até o dia 14/08: encurtador.com.br/vBEZ7. Lembrando que ela foi mãe, negra, e cria da favela da Maré. Socióloga com Mestrado em Administração Pública foi eleita para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pelo PSOL, com 46.502 votos, além de ser também presidenta da Comissão da Mulher da Câmara. Que saibamos seguir os bons exemplos e trilhar novos caminhos na próxima eleição onde o que é mais esperado são novos ares e principalmente alguém que vislumbre a ciência e a tecnologia como do presente e potenciais a serem investidos.

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