Eu psiu, você ai! Bora ser feliz em meio ao caos?

Foto reprodução - Telecineplay

Que paradoxo tão estranho esse, não é?

Pois é, mas saiba que essa é a maior verdade., sim é a maior verdade…

Por natureza damos mais atenção ao negativo do que ao positivo em todos os momentos de nossas vidas.

Se permitirmos vemos, sempre o copo pela metade como meio vazio. Essa é uma defesa natural. Nossa memória sobre os perigos que já passamos é naturalmente maior que a memória dos prazeres e alegrias que tivemos, justamente para estarmos mais em alerta para o que pode vir.

Em tempos de crise, a tendência é justamente nos paralisarmos, frearmos todos os projetos que temos, deixar de cuidar de nós mesmos. Esse é o maior erro, tomar decisões impensadas. Na verdade, sobre as decisões, quanto mais impulsiva e dominada pela emoção, mais imatura ela é e as chances de continuarmos em meio a um ciclo de autossabotagem e autodestruição é gigante.

Portanto…

Temos a ocasião perfeita para rever prioridades, desempoeirar sonhos que ficaram no papel e, sobretudo, aprender a valorizar o que realmente importa.

Muitas vezes nos apegamos a coisas que, no fundo, só ocupam espaço, mas que não nos fazem felizes.

Uma crise é um bom momento para nos desfazermos de tudo aquilo que não contribui para nós e para nos centrarmos no realmente importante. Temos uma valiosa pista em O Pequeno Príncipe, a maravilhosa obra de Antoine de Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”. Aproveite este mês para refletir sobre as coisas essenciais em nossa vida, treinar o desapego, que tanto nos custa, e confrontar o próximo semestre com mais força e maior determinação. Estas são algumas ideias práticas.

Dicas sim temos preciosas dicas, do autor Isis Borge:

Pergunte para si mesmo sobre o que te faz feliz

Pense em pequenas coisas que podem te fazer feliz e inclua na rotina ao longo dos dias. Não precisa e nem deve ser algo grandioso. Eu, por exemplo, Eu, por exemplo, gosto de ler livros dos mais diversos assuntos e reservei um espaço na minha agenda para ler, pelo menos, uma hora por dia. Também gosto de fazer atividades com meus filhos e tenho e tenho feito sessões de culinária envolvendo os dois.

Não fique tão viciado em redes sociais

As redes sociais são importantes para socializar com os amigos, principalmente nesse momento de reclusão. No entanto, o excesso pode elevar o nível de estresse, seja pelo alto número de notícias alarmantes ou informações falsas, além do fato de corrermos o risco de ver postagem de pessoas em clima de férias e com privilégios contrários a realidade da maioria.

Então, qual a receita da felicidade?

Em tempos normais, pode-se dizer que há mais ou menos um fórmula, ou pelo menos alguns hábitos que garantem felicidade: sentir-se presente, saborear experiências da vida, ser gentil, fazer atividades físicas, ter boas noites de sono, mentalidade positiva, manter conexões sociais, meditar e sentir gratidão. Pessoas que praticam as atividades listadas tendem a ser mais felizes que a média, segundo uma penca de cientistas citados por Santos durante o curso. Parece uma lista meio óbvia de coisas genéricas que qualquer coach poderia dizer, mas não se engane: são hábitos a serem criados, trabalho duro, e não apenas conselhos a serem seguidos. Outro detalhe que Santos faz questão de martelar é o que ela chama de “falácia de G.I. Joe”. Inspirada no desenho animado, a lição é que não basta saber o que você tem que fazer, mas sim ir lá aprender e de fato fazer. “Saber não é meio caminho andado”.

Mas, entre todos os conselhos, o mais valioso é ter auto-compaixão. Tudo bem estar triste e não conseguir ser feliz na pandemia. Em nossa troca de emails, “Mesmo em tempos horríveis, há sempre algo para agradecer.

Podemos nos esforçar para focar nessas coisas positivas. Dito isso, acho importante ter auto-compaixão nesses tempos. Não precisamos nos forçar a sermos positivos, mas podemos mudar nossa mentalidade, mesmo no pior dos tempos.

Nas crises, é comum ouvir que iremos retirar grandes lições e mudar significativamente as condutas pré-crise. Ao longo destes dias de quarentena nacional, várias vozes têm apontado que no day after, vamos efetuar algumas mudanças importantes na nossa forma de viver.

Embora na economia nem sempre seja assim e passado uns tempos, os mesmos erros estão a ser repetidos, acredito que este Estado de Emergência em que estamos irá fazer-nos valorizar muito a felicidade que é sair de casa livremente e encontrarmo-nos, sem medo ou receio de contágio, com amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos.