França acelera cidadania para trabalhadores essenciais na pandemia

Centenas de estrangeiros na França que têm empregos que os expõem a um alto risco de contaminação pela covid-19 serão naturalizados rapidamente em retribuição ao seu compromisso durante a pandemia, afirmou o Ministério do Interior francês nesta terça-feira (22/12).

Em setembro, o ministério havia convidado pessoas que tinham “ativamente contribuído” na luta contra o novo coronavírus a se inscreverem para uma naturalização antecipada.

Das cerca de 3.000 pessoas que responderam, 74 já tinham obtido a cidadania e outras 693 estavam no estágio final do processo, informou Marlene Schiappa, vice-ministra para cidadania, em comunicado.

“Profissionais de saúde, trabalhadores de limpeza, cuidadores de crianças, caixas de supermercado: todos eles demonstraram estar comprometidos com a nação, e agora é a vez de a República dar um passo na direção deles”, afirmou.

Além disso, as autoridades de imigração foram orientadas a reduzir o período de residência necessário para pedir a cidadania francesa, para dois anos, contra os atuais cinco anos, em caso de “serviços importantes prestados”.

No ano passado, cerca de 112.000 estrangeiros receberam a cidadania francesa, incluindo mais de 48.000 por naturalização, 10% menos do que em 2018.

Até esta quarta-feira (23/12), a França já havia registrado cerca de 2,5 milhões de casos de infecções pela covid-19, com 61.339 mortes. É o país com o quinto maior número de casos e o sétimo em número de mortes.

Na semana passada, o próprio presidente francês, Emmanuel Macron, foi diagnosticado com a doença.

Fonte: DW