Doença é transmitida por gotículas do nariz e da boca, afeta a pele e nervos periféricos, e possui estigma há milênios

Já não basta termos que nos preocupar com a Covid-19 e suas variantes, gripes, outro alerta chega com a hanseníase que tem seu próprio mês do ano para que as pessoas conheçam a enfermidade, conscientizem-se sobre a doença e a campanha intitulada “Janeiro Roxo”, que visa alertar toda a população. Neste mês, o Na Pauta Online traz uma série de matérias sobre o assunto.

De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde /Ministério da Saúde, dados preliminares de 2020 mostram que o Brasil diagnosticou 13.807 casos novos de hanseníase. Popularmente conhecida como lepra, a hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen. O Ministério explicou que a transmissão ocorre por meio de contato próximo e contínuo com o paciente não tratado.

Desde 2009, pela Lei nº 12.135, no último domingo do mês de janeiro é celebrado o Dia Mundial contra a Hanseníase. Segundo o médico dermatologista, Egon Daxbacher, apesar de ser uma doença de pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. “Ela afeta a pele, mas pode afetar os olhos, nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos”, disse.

Estratégia Global “Rumo à Zero Hanseníase”

Até 2030, a Organização Mundial da Saúde tem como estratégia global, por meio de um processo consultivo e todas as principais partes interessadas motivar os países com alta carga a acelerar as atividades, ao mesmo tempo em que compele os países com baixa carga a completarem a tarefa inacabada de fazer história na hanseníase.

Alinhada com as tendências de políticas de saúde globais mais amplas, a estratégia inclui o movimento em direção à integração em serviços de múltiplos agravos, digitalização de dados e prestação de contas, além de abordar os desafios principais, como a capacitação de recursos humanos, vigilância epidemiológica e resistência medicamentosa.

Ela também promove abordagens inovadoras, como o uso de metas de detecção ativa e a potencial introdução de uma vacina segura e eficaz, convidando os países a desenvolverem “roteiros para zero hanseníase” e a fornecerem quimioprofilaxia a todos os contatos de casos confirmados. A OMS ressalta que a implementação da Estratégia irá impulsionar o progresso rápido e sustentável em todos os países endêmicos para a hanseníase, avançando o mesmo no Roteiro para Doenças Tropicais Negligenciadas e nas Metas de Desenvolvimento Sustentável.

Acompanhe nos próximos textos mais informações sobre a doença.