O inesperado em meio ao caos!

Negação exacerbada da pandemia de Covid-19

O que leva milhares de pessoas a negarem o que é inegável?

Quais os mecanismos que podem levar uma pessoa em meio ao caos a negar
uma pandemia que já dizimou milhares de vidas?

Nessa questão [da pandemia], se trata de um mecanismo de defesa, tal como Freud
descreveu. Ou seja, o indivíduo pode se ver numa situação excessivamente dolorosa,
perigosa, inóspita. Diante da dificuldade, ele distorce [a realidade] para torná-la um
pouco aceitável.

A postura que tanto nos assusta nada mais é que um mecanismo de defesa que o
ser humano encontra para se defender neste momento, mas o mais preocupante é
quantas vidas serão ceifadas por conta de um desequilíbrio emocional, psicológico ou
psiquiátrico? Já que as pessoas desacreditaram totalmente das recomendações dos
órgãos competentes, para prevenção e combate ao covid-19, resta-nos o pior desta
situação que é vermos jovens cometendo atrocidades com seus familiares, que estão
em casa, isso mesmo do nada percebemos o quanto os jovens não se preocupam e
muitos menos cuidam de seus familiares.

Vários já foram os casos de familiares que estava seguindo as recomendações
fielmente e, no entanto, jovens desequilibrados, isso mesmo, desequilibrados levaram
o vírus para casa. Como será que ficam após a perda de seus entes queridos
sabendo que foi por culpa deles? Pelo visto talvez nem sintam culpa, pois temos
ouvido muito por aí comentários como: “ Todos vão morrer, chegou a hora do fulano”.
A nossa realidade é construída apenas em parte com os estímulos que vem de fora.
Muito do que a gente consegue enxergar da vida é fruto das nossas histórias
passadas, da nossa estrutura psicológica. Não existe a realidade objetiva que se
impõe e obriga as pessoas a enxergarem as mesmas coisas sempre.

O risco da negação da realidade é a exposição da própria saúde e a das pessoas
próximas à doença. De acordo com alguns psicólogos, se trata de um sofrimento
silencioso, ainda que não seja identificado pela pessoa que se encontra nessa
situação.

Até que ponto devemos aguentar calados tais atitudes e quais providências o
governo poderia tomar para impedi-los de causarem tantos malefícios como tem
causado?

Nada mais é que um convite ao desespero que precisamos recusar e identificar em nós a
importância de perceber que o medo não é um bom conselheiro, imagina os brasileiros
mediante uma guerra?

Será que não está na hora de cair a ficha? Dos seres humanos analisarem suas ações e
atitudes, pois quando chega ao ponto de prejudicar outras pessoas será que tal
comportamento está adequado?

Pessoas que negam o perigo de contágio da Covid-19, de forma
inconsequente, estão, inconscientemente, negando a própria morte, talvez
seria uma forma de suicídio inconsciente, que necessite de intervenções
urgentes e drásticas talvez.

Neste momento, estamos nos deparando com a dura realidade de uma
sociedade egoísta e narcisista. Se eu acho que o vírus não existe, nego e
coloco as pessoas em risco”, afirmou a psicóloga, Adriana Grosse.

Por medo a pessoa desiste de encarar o problema, será uma tendência atual,
se acovardar frente aos desafios da vida?

O equilíbrio neste momento não é uma tarefa fácil, mas o caminho pode ser a
racionalização dos últimos acontecimentos.  “Acredito que ter o equilíbrio neste
momento não seja uma tarefa fácil mesmo, por isto devemos filtrar as
informações recebidas e racionalizar, pois, ao focarmos apenas nas emoções.

Fica a reflexão…