O protagonismo do aluno pela visão do professor

Ele é professor de Matemática, mas poderia ser de poesia. Porque seus quadros vivem preenchidos de frases motivacionais, de esperança e com um “Bom dia” no final para cada aluno que ver seu status no aplicativo de mensagem antes de voltar para a disciplina. Diria que anteriormente à aula presencial. Porém, desde o dia 18 de março, Marcelo Lima Ferreira, que ministra aulas de Matemática no CEPI Luis Perillo em Goiânia, uma escola de ensino fundamental e médio de tempo integral vem se adaptando à nova realidade a qual estamos vivendo: a da pandemia.

 

“Ministro 28 aulas por semana em tempo integral. Tivemos apenas dois dias para nos organizarmos e desenvolvermos as atividades para os alunos de maneira online. Cada conteúdo varia de professor para professor. Optei por colocar uma linguagem mais fácil de compreensão, passar exercícios, de três a quatro vídeos, além de estar à disposição para tirar dúvidas,” explica como tem sido sua nova maneira de ensino.

 

Para ele, existem fatores que influenciam no aprendizado, principalmente em relação ao ensino fundamental. O professor conta que, é preciso separar de três a quatro grupos de alunos para diversificar a rotina e a aprendizagem. “No ensino presencial não atingimos 100%. Com o processo online não são todos os alunos que possuem aparelho celular, conseguem anexar o material, ter uma internet boa. Alguns chegam a utilizar o dispositivo móvel dos pais quando eles retornam do trabalho,” ressalta.

 

O professor disse ao Na Pauta que o aplicativo utilizado para publicar as atividades e recebê-las é o Google Classroom. “Estamos nos adaptando à nova realidade. Houve mudanças como o protagonismo do aluno já que agora parte dele, o interesse em buscar informações, tirar dúvidas,” relata.

 

Mesmo com a pandemia, ele cita que existem reuniões online com a equipe de professores para alinharem a linguagem, continuarem o trabalho juntos e o auxílio de material que vem da subsecretaria, mas sempre com a liberdade do professor em decidir usar a metodologia que ache mais interessante no ensino. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação – Seduc, em Goiânia, existem 30 escolas de tempo integral. Segundo a secretária, Fátima Gavioli, “o foco principal sempre foi a da redução das desigualdades educacionais, garantindo que os estudantes tivessem o acesso às aulas remotas e conseguissem cumprir o ano letivo,” afirma.

 

Para ela, a união dos profissionais da Educação é fundamental. “Preciso enaltecer o trabalho dos professores, que não se deixaram abater pelas dificuldades e buscaram soluções para continuar os trabalhos,” destaca. A orientação do governo é de manter as aulas não presenciais em Goiás.

 

Esperamos que os tempos continuem mudando na questão de escola e aprendizagem, contudo, para melhor, para que o professor não fique desmotivado e continue a motivar seus alunos através de suas frases no quadro anteriormente ao início das aulas. E que todos estejam em breve juntos aprendendo que dois mais dois podem fazer a diferença para o conhecimento na prática.

 

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