O que você precisa saber sobre…Auto empatia

A auto-empatia é uma habilidade psicológica que nos permite perceber e reconhecer o que está acontecendo dentro de nós. Isso nos dá um lugar na primeira fila para captar e compreender nossos pensamentos, emoções e impulsos.

Com isso, a auto-empatia implica uma exploração profunda e pessoal do que acontece em nosso mundo interior. É o “eu” que se observa com empatia. Isso significa que nos abrimos para nossas experiências interiores sem julgamento, como faríamos com um amigo.

Um dos motivos pelos quais resistimos a praticar a auto-empatia é porque a confundimos com autopiedade e a percebemos mais como um eufemismo para complacência. Isso gera uma certa rejeição a nós e faz com que nos tratemos com muita severidade.

Ter autoempatia nada mais é do que ser o seu melhor amigo, ter atenção plena para o que estou sentindo e um olhar mais profundo para buscar entender que necessidade minha não está sendo atendida para que eu me sinta deste modo.

Mas aqui entra uma questão muito importante: separar o fato do julgamento. Quando algo nos acontece, nossa tendência natural é criarmos uma história nossa, contada a partir do nosso julgamento – do outro e de nós mesmos. Nesta história podemos nos ver como vítimas ou com terríveis causadores deste mal.

Claro que olhar para nós mesmos é supercomplicado e acaba se tornando um processo super doloroso, mas é o caminho para o crescimento e bem estar, então vamos nos fortalecer e seguir com intuito de crescermos sempre.

 

Dicas para desenvolver a autoempatia:

 

Assim, com essa habilidade você irá se sentir bem consigo mesmo. Veja algumas dicas que podem ajudar nesse processo:

 

Observe-se sem julgamentos

 

A autoempatia diz respeito a você se enxergar da maneira correta. Observe que você tem diversas emoções a serem compreendidas, seja tristeza, raiva, esperança, alegria. Você deve observá-las sem julgar o motivo de estar sentindo aquilo.

Dessa maneira, sua capacidade de gerar mudanças que o aproximam do bem-estar aumentam.

 

Pratique o autoperdão

 

Por fim, a autoempatia está muito relacionada à prática do autoperdão. Então, quando você cometer algum erro, não deixe os sentimentos de rejeição e críticas te dominarem. Errar é algo natural do ser humano.

Ao longo do tempo, busque tirar algo positivo da situação, e aprender com aquele erro. Recomece e perdoe a si mesmo.

É uma prática de autocuidado e amor próprio.

O mandamento de “amar o próximo como a si mesmo” já reconhecia essa sabedoria. “[…] como a si mesmo”, repetimos. E como conseguiria amar o próximo de um modo bom quando sou meu algoz, quando tudo o que conheço é um “amor” frágil e condicional? Quando me ofereço amor e empatia, reconheço o divino que habita em mim e o honro. Compreendo que não importa a vergonha que eu sinta de algo meu, aquilo também é uma obra divina e, como tal, merece respeito e acolhimento.

Isso não significa que devamos permanecer estagnados ou apegados às características que acreditamos que nos compõem, mas apenas que culpa, autopunição e vergonha não só não ajudam a melhorá-las, como também nos paralisam, nos angustiam ou nos frustram e nos impedem de enxergar outras possibilidades de atuação.

Vamos para mais dicas? As próximas dicas nos mostram como ser uma pessoa empática que pode nos despertar para nós mesmos:

  1. Cultive a curiosidade sobre o desconhecido

As pessoas altamente empáticas têm uma curiosidade insaciável sobre os desconhecidos. Elas vão falar com a pessoa sentada ao seu lado no metrô, por exemplo, apenas por curiosidade.

Eles acham as outras pessoas mais interessantes do que a eles mesmos, mas não para interroga-las, apenas para investiga-las e admirá-las.

A curiosidade expande nossa empatia quando falamos com pessoas fora do nosso círculo social habitual, encontrando vida e visões de mundo muito diferentes da nossa.

A curiosidade é boa para aumentarmos a satisfação de nossas vidas. E é uma cura útil para a solidão crônica.

Cultivar a curiosidade exige mais do que ter apenas uma breve conversa sobre se o tempo vai virar.

Fundamentalmente, a conversa tenta entender o mundo dentro da cabeça da outra pessoa. Somos confrontados por estranhos todos os dias. Defina o desafio de ter uma conversa com um estranho semanalmente.

A única coisa que você precisa é ter coragem.

  1. Desafiar o preconceito e descubra pontos em comum

Todos nós temos suposições sobre os outros e usamos rótulos para nos referirmos às outras pessoas que nos impedem de apreciar a sua individualidade.

As pessoas altamente empáticas desafiam seus próprios preconceitos, procurando o que compartilhar com as pessoas, e não o que os separa. Muitas vezes, o preconceito é que nos impede de ver maravilhas que acontecem à nossa frente.

  1. Experimente a vida de outra pessoa

Você acha que escalar e voar de asa delta são esportes radicais? Então você precisa experimentar a empatia experiencial, a mais desafiadora e gratificante de todas elas.

Pessoas altamente empáticas expandem sua empatia para ganhar experiência diretamente pela vida de outras pessoas, colocando em prática o provérbio: caminhe alguns quilômetros nos sapatos de outra pessoa antes de criticá-la.

Pessoas altamente empáticas ouvem os outros e fazem todo o possível para compreender o seu estado emocional e necessidades, seja um amigo com problemas, ou um familiar que está chateado com alguma conduta.

Mas ouvir nunca é suficiente. A segunda característica é nos fazer vulneráveis. Remover nossas máscaras e revelar nossos sentimentos a alguém é vital para a criação de um forte vínculo empático.

Empatia é uma via de mão dupla que, no seu melhor, é construída sobre entendimento mútuo, troca de crenças e experiências importantes.

  1. Inspire a ação

Nós normalmente assumimos que a empatia acontece no nível da individualidade, mas as pessoas altamente empáticas entendem que a empatia também pode ser um fenômeno de massa que traz uma mudança fundamental.

A resposta esmagadora para o tsunami asiático de 2004 surgiu a partir de um sentimento de preocupação empática para as vítimas, cuja situação foi drasticamente exposta em imagens chocantes.

O grande desafio é descobrir como a tecnologia e as mídias sociais podem aproveitar o poder da empatia para cria uma ação política de massa.

O futuro das mídias sociais é não apenas divulgar informações, mas criar uma conexão empática.

  1. Desenvolva uma imaginação ambiciosa

Um traço final das pessoas altamente empáticas é que elas fazem muito mais do que ter empatia com as pessoas de costume.

Nós também precisamos sentir empatia com pessoas cujas crenças não compartilhamos ou que possam ser inimigas, de alguma forma.

A empatia com os adversários também é um caminho para a tolerância social, imagina se pudermos aplicar com nós mesmos?

Esse foi o pensamento de Gandhi durante os conflitos entre muçulmanos e hindus que antecederam a independência da Índia, quando ele declarou: “eu sou um muçulmano! E um hindu, e um cristão e um judeu”.