Os amigos são nossos chatos prediletos

 

Quintana dizia que “há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e…os amigos, que são os nossos chatos prediletos.” Neste dia do amigo e internacional da amizade, 20,  nada melhor do que refletir sobre isso já que a pandemia nos afastou de muitos e muitos se afastaram de nós. Não pela doença propriamente dita, mas porque suas vidas estão passando por mudanças assim como as nossas. Normal, acontece, fato!

Meus melhores amigos são como irmãos e conto nos dedos de apenas uma mão. Ser meu amigo é um processo complicado, mas que vale uma vida inteira. Amiga fiel, busco enxergar o melhor nos meus amigos e transmitir isso a eles. Claro que não sou afetuosa o tempo inteiro. Temos coisas para fazer, porém se puder contar comigo, lá estarei. Até demais, diga-se de passagem. E meus amigos são todos diferentes, contudo, com abordagens semelhantes.

Existem uns mais calados, outros falantes. Outros que assumem os erros, outros que escondem. Outros que sempre aparecem, outros que foram embora. Mas sempre serão meus amigos e amigas. Esses dias mesmo, me surpreendi com uma amizade do ensino médio. Minha querida amiga Ângela veio me visitar depois de longa data. No final da tarde, com duas garrafas de vinho para me presentear. Primeiramente com sua doçura e presença, é claro.

Todos os dias vividos ao seu lado na escola foram maravilhosos. Aluna exemplar, companheira de cinema, de matérias. A inteligência em pessoa, a grandiosidade do coração. Não lembro quando voltamos a conversar, mas foi como se eu estivesse indo embora para casa e voltasse para a escola no outro dia. Ela é uma das minhas favoritas. Jamais chata como Mário Quintana escreveu. Que nossos amigos continuem prediletos, favoritos, amados.