Os cuidados com a Saúde no trabalho e Segurança no trabalho, talvez sejam mais importantes que qualquer outro fato relacionado ao trabalho

Sem saúde não se vive, não se trabalha…
Os reflexos positivos da pandemia!

 

Com o surgimento da pandemia, houve nos ambientes de trabalho muitas mudanças, mudanças essas que deveriam ser executadas há anos.

Todo fato ruim apresenta também o seu lado bom…

Percebemos uma preocupação com os trabalhadores em seus ambientes de trabalho mesmo que seja forçada, mas finalmente houve a concretização do risco para que não quer ver.

O cuidado com o trabalhador no ambiente de trabalho se faz necessário desde sempre, mas existe uma cultura que alguns trabalhadores possuem, acredita-se que algumas profissões não precisam deste cuidado, chamou de trabalho, remunerado ou não.

Não existe relação de trabalho que se não for cuidada, monitorada, não exponha os trabalhadores a algo.

Triste engano desses profissionais que subestimam suas vidas, sua qualidade de vida, comprovou-se cientificamente que a relação trabalhador x trabalho, gera desgastes, gera exposição a acidentes ocupacionais, geram também doenças relacionadas ao trabalho e também a morte.

Todas as atividades desenvolvidas por trabalhadores os expõem a riscos ocupacionais mais leves ou mais graves, e afetam de forma direta ou indireta suas vidas, com o passar do tempo o trabalhador vai perdendo gradativamente suas capacidades, vai apresentando sinais e sintomas característicos da exposição aos riscos que suas profissões trazem.

Muito me assusta que em pleno ano de 2020, alguns trabalhadores ainda não valorizam as ações de saúde do trabalhador e segurança do trabalho, podem saber muito sobre suas áreas de atuação, sendo excelentes profissionais, mas pecam ao não se inteirarem sobre o principal assunto que rege a relação trabalhador x trabalho, e principalmente na relação qualidade de vida x vida.

A Saúde e Segurança do Trabalho, também conhecida como SST, é um tema em alta nos dias de hoje. Por qual motivo? As empresas já perceberam que se preocupar com a saúde e com a segurança dos colaboradores é primordial para garantir a integridade das pessoas e possibilitar melhorias contínuas nos resultados.

O foco é minimizar ou até mesmo extinguir qualquer risco de acidente ou desenvolvimento de doenças que possam ocorrer dentro de uma organização. Com isso, é possível não só cuidar dos colaboradores, mas também minimizar significativamente os prejuízos financeiros e potencializar os resultados da corporação.

O responsável por regulamentar a SST é o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) — órgão encarregado de incentivar a criação de políticas públicas e inspecionar as condições de trabalho nos mais diversos ambientes corporativos.

Para que esse conjunto de normas seja implementado é preciso que a empresa cumpra todos os eixos exigidos dentro da lei, sendo os principais deles:

  • política da empresa;
  • organização;
  • planejamento;
  • avaliações periódicas.

Hoje se fala muito em cuidados com trabalhadores relacionados ao corona vírus e quanto aos outros riscos que estão presentes desde sempre?

Pois é, os próprios trabalhadores se autosabotam, pois se recusam a conhecer esta legislação trabalhista e muito menos a participarem de sua implantação, acabam que eles mesmos são os responsáveis diretos por seus adoecimentos, acidentes e mortes, os conhecidos sabotadores, que sabotam suas vidas.

Agora, devido ao risco e medo do covid, a grande maioria tem se preocupado com os riscos biológicos, mas e depois? Será que vão continuar se preocupando ou irão voltar ao caminho sem volta de antes?

De acordo com o artigo 162 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é determinado que as empresas tenham a obrigação de investir em práticas especializadas em segurança e medicina do trabalho, independentemente que sejam empresas públicas ou privadas deve-se realizar tal investimento, na grande maioria dos Estados já possuímos normas, leis internas relativas a este assunto.

Os servidores públicos têm sido os mais resistentes a estes cuidados, a estas adequações para melhorias, as vezes penso que acreditam ser imunes aos riscos que estão expostos, será que realmente eles acreditam que vão trabalhar durante uma vida inteira sem as devidas proteções e finalizarão sem nenhum prejuízo suas vidas? Sinto informar mas a resposta é não, pois como o investimento público é menor em relação a tudo, o servidor público tende a adoecer até mesmo mais rápido do que qualquer outro, são pilhas enormes de solicitações de atestados para tratamentos médicos e aposentadorias precoces, engana-se quem pensa que esta realidade acontece na casa do vizinho e não na sua.

Não é o seu salário, o seu cargo, seu status que dita as normas de saúde e adoecimento e os possíveis acidentes que você possa sofrer, mas sim os riscos que você está exposto durante a sua jornada de trabalho, as vezes me assusto com tamanha ignorância de profissionais que deveriam dominar pelo menos o básico dessa área e principalmente cuidar de si em suas práticas profissionais, mas se veem com superpoderes, inatingíveis, sinto mas a realidade não é bem assim não, os riscos existem, estão presentes e são reais, e a vida não é uma brincadeira de trabalhar não.

Aqui é o mundo real, mundo este onde a relação trabalho x trabalhador, gera sim acidentes e doenças se não forem tomadas as devidas ações preventivas, neste mundo  não existe de a pessoa pensar do seu jeito e querer fazer acontecer não, já existe toda uma regulamentação pertinente a estes assuntos que basta serem seguidas para que as mudanças ocorram, profissionais que não possuem as mentes abertas para assuntos além de sua mera prática profissional pagam muito caro por tal descuido.

Dentre os inúmeros benefícios das empresas que investem na SST, podemos destacar:

  • maior produtividade no dia a dia dos funcionários;
  • redução de riscos para os trabalhadores;
  • redução de custos para o empregador.

 

O bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores vão além das ações realizadas no âmbito residencial. O cuidado com a saúde e a segurança no trabalho também precisa ser uma constante, inclusive porque contribui para a redução de custos na empresa.

Boa parte das iniciativas já está disposta em legislações brasileiras, por exemplo, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em Normas Regulamentadoras (NRs). Ainda assim, os dados de acidentes ocorridos no ambiente corporativo e de doenças ocasionadas pelo exercício das funções são significativos, como veremos em seguida.

O que fazer diante desse contexto? Qual a importância de seguir as boas práticas? Quais são as vantagens obtidas? Quais são as principais medidas de segurança a serem adotadas?

O Brasil conta com NRs desde a década de 1970. Criadas com o objetivo de prevenir acidentes e doenças provocadas ou agravadas pelo trabalho executado, elas consistem em obrigações trabalhistas para proteger os colaboradores.

Ao mesmo tempo, definem os parâmetros mínimos e as instruções de saúde e segurança a serem cumpridos. Esse foi o primeiro passo do País em direção à aplicação de boas práticas no âmbito corporativo. Hoje, existem 35 NRs válidas. Elas abrangem:

  • iluminação adequada;
  • acústica apropriada;
  • uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Seu objetivo é evitar acidentes e reduzir a incidência de doenças ocupacionais. Além disso, as normas pretendem reduzir os afastamentos e o presenteísmo — que ocorre quando o colaborador está no ambiente de trabalho, mas não está focado na função exercida —, além de aumentar a produtividade e estabilizar o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

Em 2018, especificamente, os acidentes de trabalho voltaram a aumentar. Essa foi a primeira vez desde 2013. Naquele ano, foram registradas 2.022 mortes de empregados formais ou autônomos registrados no sistema da Previdência Social.

Em relação às doenças ocupacionais, as Lesões por Esforço Repetitivo (LERs) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs) são os mais comuns. Entre 2007 e 2016 foram notificados 67.599 casos, uma alta de 184%.

Termino aqui com os dados acima e com a seguinte pergunta: – Será que vale a pena brincar com o bem mais precioso que temos? Ou você será daqueles que só dará valor depois que perder?

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