Reitor do Centro Universitário FMABC assume Centro de Contingência do Coronavírus do Estado

Primeiro caso do Brasil foi diagnosticado em 25 de fevereiro;
Centro atuará na Secretaria da Saúde e conduzirá enfrentamento ao COVID-19

 

O Governo do Estado de São Paulo acaba de criar um Centro de Contingência para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus em São Paulo. O anúncio ocorreu em 26 de fevereiro, logo após a confirmação do primeiro caso da doença no País, na capital paulista. Para coordenar o centro foi escolhido o médico infectologista e reitor do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. David Uip.

O Centro de Contingência também contará com profissionais do Instituto Butantan, médicos especialistas das redes pública e privada, sob a supervisão do secretário de Estado da Saúde, Dr. José Henrique Germann.

O primeiro caso de COVID-19 foi diagnosticado em 25 de fevereiro, em um paciente do Hospital Israelita Albert Einstein. Seguindo o fluxo oficial definido pelo Ministério da Saúde, o exame foi enviado para contraprova no Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência nacional para análise de amostras casos suspeitos.

“Infelizmente, foi confirmada em São Paulo a infecção de um brasileiro, que estava na Itália, por coronavírus. Por isso, estamos criando este centro e de contingência e, a partir daí, anunciaremos as medidas a serem adotadas”, disse o governador João Doria.

O reitor do Centro Universitário FMABC acrescenta: “Montamos um grupo de apoio ao governador e ao secretário de Saúde, de altíssimo nível, no entendimento do que é necessário para este momento em que acabamos de ter o primeiro caso de coronavírus diagnosticado no Estado e no Brasil”.

O homem está em isolamento domiciliar, estável. Reside na Capital e esteve, em fevereiro, na Itália. Apresentou sintomas suspeitos, como tosse e febre, compatíveis com a suspeita de COVID-19.

Além da Itália, Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos estão na lista de locais de origem ou transição definida pelo Ministério da Saúde, levando em conta o aumento de casos registrados fora do território chinês. As orientações foram replicadas pelo Governo de São Paulo para todas as regiões do Estado.

“É imprescindível que, ao apresentar os sintomas, as pessoas procurem um serviço de saúde mais próximo, como fez este paciente”, afirmou o secretário Germann.

Além dos sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza é preciso observar outros aspectos epidemiológicos, como histórico de viagem em área com circulação do vírus ou mesmo o contato próximo a algum caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para COVID-19.

“A prevenção é o mais importante para doenças respiratórias, pois vírus não respeita fronteira”, destacou o infectologista Dr. David Uip, ao completar: “As populações mais vulneráveis são pessoas acima de 60 anos e, especialmente, acima de 80 anos. Já as principais comorbidades envolvem o doente crônico, ou seja, o doente pulmonar crônico, o diabético, o paciente imunodeprimido, em tratamento oncológico e os transplantados”.

As secretarias de Saúde do Estado e da Prefeitura de São Paulo estão monitorando as pessoas que tiveram contato com o primeiro paciente infectado. Todas as ações e medidas seguem protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. O site www.saude.gov.br/coronavirus está concentrando as informações atualizadas sobre o tema.

DICAS DE PREVENÇÃO:

– Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar.

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal.

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.

– Não compartilhar objetos de uso pessoal.

– Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.

– Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool.

– Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente.

– Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.