“RUGAS um espetáculo sem botox”

Divulgação

Há alguns anos, as atrizes Claudiana Cotrim e Vanja Freitas estudam o envelhecimento, assunto tão delicado e sensível para todas as idades. A super dupla realizou centenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos. Esse vasto material chegou às mãos do dramaturgo Herton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática, que hoje é aclamada pelo público, ávido por bons espetáculos.

Tudo é muito simples, e por isso, riquíssimo. A peça é feita de material humano, de histórias reais. Em cena, as atrizes Claudiana Cotrim e Vanja Freitas vivem uma série de personagens que mostram como a velhice pode ser criativa e poderosa. Passando pelas mais diversas etapas das relações entre mãe e filha, ao passar dos anos, as dores e questões vão mudando, mas o afeto permanece intacto.

A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga que estuda o envelhecimento e quer fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante a palestra mais esperada de sua vida, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. Um dilema e muitas perguntas. Algumas questões são trazidas ao público, que certamente se indaga em muitos momentos.

Músicas como ‘Meu mundo caiu’, eternizada por Maysa; ‘Fascinação’, famosa na voz de Elis Regina; ‘Bodas de Prata’, de Maria Bethânia e ‘Que será’, da Doris Day, sucesso dos anos 50, permeiam o espetáculo, o tornando ainda mais charmoso. A trilha sonora muito aplaudida é de MÁXIMO CUTRIN, já a sonoplastia, de ANA CLARA CANTANHEDE não colabora muito, deixando algumas frases sem entendimento, pois o volume do som está muito acima do necessário nas entradas das cenas.

Figurinos, cenografia e adereços são muito bem criados pela LORENA SENDER, e a luz de MARCELO CAMARGO é muito bem executada por BRISA LIMA e TATÁ DUTRA. Um ponto alto são as bonitas coreografias, assinadas pelo talentoso MÁRIO CARDONA. Com uma cuidadosa assessoria de MARIA FERNANDA GURGEL, a peça fala aos corações e encanta ao tratar da velhice com tanto esmero.

“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somos eternos. Seria insuportável se fôssemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fôssemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Haddad.

Com a direção de HADDAD, o espetáculo de HERTON GUSTAVO GRATTO vai adquirir muitas ‘RUGAS’, pois terá vida (muito) longa!

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