Saúde Mental Mundial, frente ao Coronavírus

Foto reprodução

Há pouco mais de duas semanas, o coronavírus chegou ao Brasil. De lá para cá, foram ­ 234 casos confirmados em todo o país. Algumas universidades e escolas, privadas e públicas, já suspenderam suas aulas. Empresas estão liberando o trabalho remoto para evitar que seus funcionários saiam de casa, para diminuir a proliferação deste vírus e contágio das pessoas. A Itália enfrenta uma situação caótica, com mais 24 mil casos e 1800 mortos devido ao COVID-19. A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou, na semana passada, que já é possível afirmar que o mundo vive hoje uma verdadeira pandemia.

Primeiramente, é importante que cada um faça a sua parte seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, como evitar aglomerações, lavar bem as mãos com água e sabão e, quando não for possível, utilizar o álcool gel para a higienização. Assim como o uso de EPIs adequados ás sua prática profissional, além é claro de uso se apresentar sintomas sugestivos de corona.

Ansiedade e Coronavírus

 O Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população (18,6 milhões de brasileiros) que sofrem de ansiedade, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ansiedade é o excesso de pensamentos relacionados ao futuro e às angústias por conta da incerteza do que está por vir traz. Não saber o que vai acontecer no país e como a nossa rotina será alterada devido ao coronavírus faz com que essa insegurança aumente ainda mais. E o quadro piora com o excesso de informações sobre a pandemia nas mídias digitais e televisivas.

Dicas legais para manter sua Saúde Mental

 Ocupe sua mente

 Para evitar a ansiedade e preocupação constante com o coronavírus, é preciso manter a mente ocupada, principalmente em um cenário de quarentena. Se você não estiver trabalhando ou estudando, procure fazer atividades que te agrade, como ler um livro, assistir aquela série favorita ou filme. É um bom momento também, se você não morar sozinho, de se conectar com as pessoas que já moram com você.

No caso do isolamento, vale ressaltar que o coronavírus tem baixa taxa de mortalidade, em especial para as pessoas que não estão no grupo de risco. “Você está lutando contra uma doença, que certamente poderá vencer. E a tendência é que com todos os cuidados, em algumas semanas esteja recuperado”, reitera Luz. “Não precisamos ter pânico, precisamos seguir o protocolo. E o isolamento faz parte desse protocolo. É importante ocupar a mente com outras atividades e não ficar fixada nisso.”

No caso dos idosos, que estão no grupo de risco, vale a pena buscar alternativas para manter o contato, como as redes sociais. Utilize os aplicativos de conversa, por exemplo, para conversar com a família e avisar sobre seu estado de saúde.

“Temos que aproveitar os momentos de crise para tirar algum aprendizado, melhorar a nossa capacidade de adaptabilidade e a partir disso criar formas de proteção para beneficiar a todos”, diz Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).”

Por mais que as notícias sejam desesperadoras, é fundamental ter racionalidade ao olhar a pandemia. Não é o momento de entrar em pânico e deixar o medo controlar nossas ações, mas pensar em soluções para lidar com a situação da melhor maneira possível. Situações como esta despertam em nós uma série de emoções intensas – medos, inseguranças, ansiedade, dúvidas etc.

Coletivamente, temos uma tendência a catastrofizar riscos e possibilidades negativas. Catastrofização é uma distorção cognitiva (uma forma distorcida de enxergar a realidade) que nos faz, diante de uma situação-problema, imaginar (e ruminar) costumeiramente a pior coisa que pode acontecer, o pior desfecho possível para aquilo. O efeito disso é o despertar de emoções difíceis, como aquelas supracitadas.

Não rotule os indivíduos atingidos

A OMS defende que se referir a um paciente como “caso de coronavírus” ou à sua família como “família Covid-19” é uma forma de desumanizá-las em uma situação difícil. Não esqueça que, após a melhora, a vida deles continuará normalmente.

Em vez disso, procure usar termos como pessoas “que têm Covid-19”, “em tratamento contra a Covid-19” e “se recuperando da Covid-19”.

Oriente as crianças e ensine a lidar com as emoções

 Os pequenos precisam ficar cientes do que está acontecendo, especialmente se há alguém infectado em casa. Ao perceber que os pais estão estressados e ansiosos, eles reproduzem esse comportamento e acabam buscando mais apego ou sendo mais exigentes com os adultos.

Acredite: principalmente se estão em idade escolar, os meninos e meninas percebem que há algo diferente.

Dê uma explicação condizente com a faixa etária deles e mantenha a rotina o mais normal possível. Se seus filhos demonstrarem preocupação, ajude-os a gerenciar suas emoções e a aliviar a ansiedade.

Tenha paciência com os idosos

 Essa é uma dica crucial, visto que os mais velhos são a principal população de risco para sofrer complicações da Covid-19. Ofereça recomendações claras sobre a prevenção da enfermidade e as repita quantas vezes for necessário, sempre de forma calma e respeitosa.

É bom lembrar que a turma que está isolada em casa ou no hospital tem maior probabilidade de se tornar ansiosa, irritada, estressada e agitada — sobretudo os com declínio cognitivo e demência. Nessa hora, todo apoio emocional e prático é bem-vindo, seja da família, seja de profissionais da saúde.

Cuidados com pessoas isoladas

 Se porventura você precisar ficar em casa ou no hospital, tenha cautela com as notícias sensacionalistas e conserve o que for possível das suas atividades diárias. Apesar do isolamento físico, comunique-se com seus familiares e amigos por internet e telefone.

Nos períodos de maior estresse, foque nas suas necessidades e envolva-se em atividades que goste e ache relaxante. Se exercitar (mesmo que na sala), ficar com o sono em dia e comer alimentos saudáveis sempre é uma boa.

Lembre-se que as autoridades de saúde pública e especialistas do mundo todo estão trabalhando continuamente para garantir os melhores cuidados aos afetados.

Informação e Educação.

Um primeiro passo é sempre buscar informação de confiança sobre o problema em questão. As redes sociais, por exemplo, são terreno fértil para as chamadas fake news, teorias da conspiração, textos alarmistas ou informações desencontradas.

Tente não ficar conectado o tempo todo com as notícias, isso pode aumentar a sensação de incerteza e preocupações. Se perceber que isso está te deixando mal, dê um tempo. Faça algo que te faz bem. Filtre a quantidade e qualidade das informações que recebe e, se possível, partilhe histórias positivas.

Saber que fiz tudo o que estava ao meu alcance.

E isto significa simplesmente: adotar estratégias de prevenção e pequenas mudanças de hábito.

Quando temos ciência de que utilizamos todas as estratégias possíveis para lidar com o problema, tendemos a nos sentirmos menos ansiosos. Afinal, fizemos a nossa parte, nos empenhamos, estamos no caminho certo.

Seguir os protocolos de atendimento.

Diante de sintomas que possam conotar indício de covid-19, há todo um protocolo médico a ser seguido, que será exposto pelos profissionais de saúde que estiverem nos acompanhando.

Cuide do seu corpo.

Pratique exercícios e se alimente de forma saudável. Evite o abuso de álcool e/ou drogas, pois isso faz total diferença na saúde física e mental.

Faça coisas que gosta.

Ouça uma boa música, faça um curso online, leia aquele livro que estava esquecido. Aproveite o tempo disponível para se distrair.

Pratique a resiliência.

Tente perceber o que pode aprender com tudo o que está passando, olhe a situação de forma realista sem entrar em pânico. Descubra qual o melhor jeito de passar por tudo isso e lembre-se que essa situação não irá durar para sempre.

Aproveite para colocar as coisas em ordem.

Sabe aquela arrumação de armário, arquivos e fotos, e-mails…aproveite o tempo e faça coisas que possam ocupar e relaxar a mente.

Tente estabelecer uma rotina.

Tente fazer as coisas no mesmo horário para criar uma rotina de trabalho e autocuidado. isso ajudará o dia a acontecer de um jeito mais organizado e tranquilo.

Se conecte com pessoas.

Tire uma parte do seu dia para conversar com outras pessoas e interagir com os que estão na sua casa. Seja para falar sobre trabalho, estudo ou como está se sentindo. O importante é não se isolar.

Não pare seu tratamento.

É normal se sentir nervoso ou com medo, mas se você está em tratamento médico, não pare as medicações.

Peça ajuda se precisar.

Caso perceba que está extremamente sobrecarregado, ansioso, depressivo ou pensando em se machucar ou até mesmo em suicídio, converse com seus familiares e não esqueça do CVV (188).

Siga essas dicas e vamos juntos vencer mais essa. Lembre-se, a prevenção é a melhor forma de ajudar a si e o restante a população.

1 COMENTÁRIO

  1. Boa noite Tatiana, gostaria de entrar em contato com voce. Sou estudante técnico em segurança do trabalho, e o tema do meu TCC é referente ao perito criminal. Gostaria de estabelecer um contato com você afim de extrair informações referente ao tema, como não encontrei o seu contato vou deixar meu email aqui, e se voce puder nos ajudar, entre em contato comigo! Obrigado

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