Seremos os mesmos depois da pandemia?

A cantora Elis Regina cantava que “Ainda somos os mesmos/E vivemos/Como os nossos pais”, mas será que seremos os mesmos depois da pandemia? E será que ela vai passar? Não que eu seja pessimista, porém, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus afirmou em entrevista coletiva na última segunda-feira (03/08), que não “existe uma bala de prata no momento e pode ser que nunca exista”, em relação à Covid-19.

Porém, ele continua enfatizando que “nunca é tarde para conter o avanço do vírus com medidas acertadas”. O diretor conclui que, “os governos devem ser claros na comunicação e apresentarem uma estratégia para salvar vidas”. E que “as pessoas devem lavar as mãos, usar máscaras e praticar o distanciamento social”. Outros exemplos que já conhecemos de cor e salteado é a questão de que se por acaso a pessoa tossir sempre é importante utilizar o cotovelo para não passar o vírus, e as pessoas que estejam doentes, é necessário que fiquem em casa.

Em live exibida em maio, a sensitiva Márcia Fernandes disse que apenas 5% da população vai ressignificar o que estamos vivendo. O questionamento fica se seremos os mesmos após a pandemia, se é que ela vai passar. Esperamos que ela passe logo porque já estamos em agosto, mas como aborda o meme “ainda presos em março”. Realmente 2020 não veio para brincar, e sim, ensinar. Mas é claro que nem todos aprendem da mesma forma. Como eu mesmo já disse em outro texto “A tempestade pode ser a mesma. O barco não!” É a mais pura verdade.

Aos realizarmos brindes de 2019 para a entrada deste ano nunca imaginávamos as imensas transformações que viveríamos, principalmente nestes quatro (4) meses vivendo com uma pandemia, que como a música da Elis “Por isso cuidado, meu bem/Há perigo na esquina”. Já não bastavam nossas preocupações com segurança pública, cultura, educação, a saúde veio ganhar destaque diariamente nos jornais. Ou melhor, a ausência dela. Assim como hábitos se formam, e existem os positivos e os negativos, precisamos nos preparar para o que seremos e deixaremos para as atuais e futuras gerações.

A pandemia também precisa ter um lado positivo mesmo que o cenário não seja tão animador. É preciso equilibrar constantemente as energias, emoções, e ter cuidado com a saúde física. Cada um à sua maneira e da forma que mais agradar. Esperamos continuar a prática da caridade com o próximo, o carinho com a família que está próxima neste ambiente de caos e dar prioridade para a paciência. Vou ficar com a declaração do chefe da OMS de que “o mundo não será mais o mesmo após pandemia”. E que as mudanças internas que refletirão nas externas comecem logo a acontecer.

 

 

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