Domingo, Outubro 25, 2020
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Trump promete aprovar reforma da imigração baseada em méritos

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que aprovará uma reforma da imigração através de uma ordem executiva e baseada em “méritos”, que dará aos estudantes conhecidos como “sonhadores” uma via para a cidadania.

As declarações de Donald Trump foras proferidas numa entrevista à estação televisiva Telemundo.

O republicano, que visitou Miami na sexta-feira e se reuniu com a comunidade cubana e venezuelana, disse ao jornalista José Diaz Balart que aprovaria esta reforma por ordem executiva, embora também tenha indicado que seria “um grande projeto de lei”.

Trump não revelou pormenores sobre a iniciativa ou os desafios que enfrentaria uma ordem executiva para mudar o sistema de imigração, da responsabilidade do Congresso dos Estados Unidos.

A última vez que uma reforma migratória esteve perto de se tornar uma realidade no Congresso dos EUA foi em 2013, durante a Administração de Barack Obama (2009-2017).

Nessa ocasião, um projeto de lei bipartidário passou no Senado e foi bloqueado na então Câmara dos Representantes Republicana, devido à relutância do então presidente da Câmara Conservadora, John Boehner, em levá-lo a votação.

O anúncio de Trump acontece três semanas após a derrota do candidato republicano no Supremo Tribunal dos EUA, que o impediu de eliminar o Programa de Ação Diferida para Chegadas de Crianças (DACA), que protege da deportação os jovens indocumentados, conhecidos como “sonhadores”.

A decisão implica que o Governo permita a renovação das autorizações para cerca de 650.000 imigrantes abrangidos pelo DACA, criado através de uma ordem executiva em 2012, pelo então Presidente Obama.

“Estou a assumir o DACA”, disse Trump à Telemundo. “O DACA vai ficar bem, nas próximas semanas vou assinar uma grande ordem executiva sobre imigração e vou incluir o DACA. O Supremo Tribunal deu-me poderes para o fazer, vai fazer parte de uma grande lei por méritos, vai incluir o DACA e as pessoas vão ficar muito felizes”, disse o presidente dos EUA.

Fonte: Lusa